Brexit

Segunda fase das negociações sobre o ‘Brexit’ é o verdadeiro teste à unidade dos 27, diz Tusk

O presidente do Conselho Europeu afirmou, à entrada para uma cimeira de líderes da UE, que a segunda fase das negociações em torno do 'Brexit' constituirá "o verdadeiro teste à unidade" dos 27.

Tamas Soki/EPA

O presidente do Conselho Europeu afirmou esta quinta-feira, à entrada para uma cimeira de líderes da União Europeia, em Bruxelas, que a segunda fase das negociações em torno do ‘Brexit’ constituirá “o verdadeiro teste à unidade” dos 27.

À entrada para o último Conselho Europeu do ano, no qual é aguardada a “luz verde” da UE à passagem à segunda fase das negociações com o Reino Unido no quadro da sua saída do bloco europeu, depois dos “progressos suficientes” verificados na primeira fase, sobre os termos do “divórcio”, Donald Tusk comentou que a União a 27 tem dado provas de unidade mas disse não ter “nenhumas dúvidas de que o verdadeiro teste” a essa união virá com as discussões sobre as futuras relações entre as partes.

Tusk comentou que a cimeira que decorre entre quinta e sexta-feira em Bruxelas “é uma ilustração muito clara” de que quando a Europa está unida “pode lidar com sucesso mesmo com as questões mais difíceis”, apontando com exemplos o facto de esta quinta-feira ser oficialmente lançada a cooperação estruturada permanente no domínio da defesa com 25 Estados-membros, entre os quais Portugal, e na sexta-feira ser concluída a primeira fase das negociações com Londres.

“Ambas as questões exigiram coragem, realismo e, acima de tudo, a nossa unidade”, disse.

O presidente do Conselho Europeu ressalvou todavia que na agenda dos líderes europeus estarão também questões que têm revelado “falta de unidade”, designadamente a União Económica e Monetária e a questão das migrações, apontando que, infelizmente, é possível desenhar uma divisão geográfica, entre norte e sul no primeiro caso, entre leste e ocidente no segundo.

“Estas divisões são acompanhadas por emoções, o que torna difícil encontrar mesmo uma linguagem comum para o debate, e por isso é que devemos procurar a nossa unidade de forma ainda mais intensa do que antes”, defendeu.

A última cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE de 2017 será dominada pelas negociações em torno do ‘Brexit’ e uma “Cimeira do Euro”.

Os trabalhos arrancarão com assuntos de defesa e, depois de um debate no qual participará também o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, haverá lugar a uma “celebração” do lançamento da cooperação estruturada permanente, “num curto evento” que contará com a participação dos líderes dos 25 Estados-membros que decidiram aderir à iniciativa, incluindo Portugal, que se juntou na semana passada a este mecanismo.

À noite, no jantar de trabalho, haverá uma discussão sobre migrações, que “servirá de base a trabalho complementar no primeiro semestre de 2018”, e sobre política externa, designadamente a eventual renovação de sanções à Rússia devido ao conflito na Ucrânia e também a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de transferir a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Telavive para Jerusalém.

Na sexta-feira, os líderes discutirão, já só a 27 — sem Reino Unido –, os temas dominantes deste Conselho Europeu, começando logo de manhã com uma “Cimeira do Euro”, no formato “inclusivo”, ou seja, alargada a outros Estados-membros que não apenas os 19 que formam o espaço da moeda única, com a participação do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e do ainda presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que dentro de um mês (13 de janeiro) cederá o seu lugar ao presidente eleito Mário Centeno.

Por fim, o Conselho Europeu vai decidir se é altura de passar à segunda fase das negociações com o Reino Unido no quadro do ‘Brexit’, o que será possível se os Estados-membros concordarem com a recente recomendação da Comissão Europeia, que na passada sexta-feira considerou terem sido alcançados “progressos suficientes” na primeira fase das negociações, relativas aos termos do “divórcio”, designadamente nos domínios dos direitos dos cidadãos, “fatura” a pagar por Londres e a questão da Irlanda e Irlanda do Norte.

A cimeira terminará à hora de almoço na sexta-feira, e os chefes de Estado e de Governo da UE só deverão voltar a reunir-se em 23 de fevereiro, num encontro informal, estando o próximo Conselho Europeu formal agendado para 22 e 23 de março.

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