Montepio

Ideia de fazer da Santa Casa acionista do Montepio foi de Vieira da Silva

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Vieira da Silva manifestou a Pedro Santana Lopes a vontade do Governo de transformar a Santa Casa em acionista do Montepio Geral. A informação consta de uma ata citada pelo Expresso.

Vieira da Silva, o membro do Governo mais empenhado em "salvar" o Montepio através da Santa Casa

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

José Vieira da Silva manifestou a Pedro Santana Lopes, quando o atual candidato à liderança do PSD desempenhava o cargo de provedor da Santa Casa, a “intenção do Governo” de ver a instituição de solidariedade social participar no processo de “reestruturação do Montepio Geral”. A informação é avançada neste sábado pelo jornal Expresso, que cita a ata de uma reunião da direção da Santa Casa realizada a 31 de março.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que tutela a Santa Casa e também a associação mutualista que é detentora da totalidade do capital do Montepio Geral, deu conta da vontade do Governo no decorrer de uma reunião que manteve com o antigo primeiro-ministro. De acordo com o Expresso, perante a posição transmitida por Vieira da Silva, a Santa Casa decidiu proceder a uma análise “exaustiva” do dossiê com o recurso a “especialistas na matéria”. Santana Lopes colocou como condição prévia a realização de uma avaliação e uma auditoria ao banco, tarefa que foi encomendada ao Haitong mas ainda sem resultados conhecidos.

O semanário cita fontes conhecedoras do processo para referir que o ministro do Trabalho foi o membro do Governo que, junto de Pedro Santana Lopes e de Edmundo Martinho, atual provedor da Santa Casa, mais “interesse e empenho” mostrou na concretização do negócio. António Costa terá mantido uma posição distanciada e prudente sobre um processo que está a provocar controvérsia.

Em causa está a recapitalização do Montepio Geral, a braços com uma carteira de crédito degradada. A Santa Casa ficaria na posse de 10% do capital da entidade financeira, posição pela qual daria perto de 200 milhões de euros, caso a referência para o negócio fosse o valor a que o Montepio está contabilizado nas contas da associação mutualista, 1,7 mil milhões de euros, considerado “exorbitante” por analistas financeiros.

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