Aos 58′, no seguimento de um lance onde Fábio Coentrão e Marcos Acuña se descoordenaram sobre quem iria ao homem da bola, o português foi chamar a atenção ao companheiro, o argentino não gostou, houve uma pega entre ambos e surgiu William Carvalho, capitão do Sporting a par de Patrício, a separar os jogadores. Caso à vista? Jorge Jesus nem deu margem para grandes teorias e assumiu o que gostou mais e menos do episódio.

“Claro que já estivemos a falar no final, no jogo não vi tão bem mas depois vi as imagens. Aquilo enquadra-se no que falo com os meus jogadores, que é a amizade dentro do campo ser diferente da amizade fora do campo, onde vão jantar etc.. Dentro do campo isso não chega, amizade é assumir, é chamar à responsabilidade quando o colega não faz bem, que foi o que aconteceu. O Marcos não gostou mas é essa linguagem que eu quero e foi isso que eu passei aos meus jogadores”, explicou o técnico leonino na conferência após o encontro.

É o começo que eu quero mas não é o fim que eu quero. Quero que os jogadores assumam assim dentro do campo: quando as coisas não são feitas como devem ser chamam à responsabilidade e os outros têm que aceitar. O Acuña não aceitou”, resumiu Jorge Jesus.

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Ainda assim, o treinador verde e branco não deixou de fazer reparos a outro aspeto: a calendarização. “O futebol é um desporto para o povo. Em todos os campeonatos da Europa isto não para e na NBA até jogam no Natal. Aquilo que queremos é melhorar, é ter mais espetadores e param os campeonatos… Foram muitos dias sem competir e não houve muito tempo para preparar este jogo. Como os jogadores vinham de uma paragem, o campo pesado ainda dificultou mais a intensidade e velocidade deles”, comentou Jorge Jesus.

Quando Acuña sai da esquerda torna-se um tipo às direitas (a crónica do Belenenses-Sporting)

Por fim, o técnico leonino colocou ainda Fábio Coentrão, que teve de ser substituído aos 72′ (saindo diretamente para o balneário), em dúvida para o dérbi na Luz: “Começou a fazer sinais que estava com alguns problemas musculares. Temos trabalhado com ele em cima do risco. As férias, para ele e para o Mathieu, não beneficiaram nada e tirei-o por proteção. Dérbi? O médico ainda vai fazer um diagnóstico”.