A Chanel, a famosa marca francesa de artigos de luxo, investiu na Farfetch, a plataforma online de venda de roupa portuguesa que está avaliada em mais de mil milhões de dólares. É o único unicórnio (startup avaliada em mais de mil milhões de dólares) de origem portuguesa. O montante do investimento não foi revelado.

Bruno Pavlovsky, presidente da secção de moda da Chanel adiantou à Reuters que a marca não vai vender produtos na plataforma online de venda de roupa portuguesa. Contudo, num futuro próximo, a marca quer criar aplicações móveis para interligar os seus serviços através da plataforma da Farfetch. Segundo Pavlovsky, a aposta na Farfetch vai servir para “melhorar a relação com os clientes”.

Apesar de a Chanel ter presença online, continua a vender os seus produtos maioritariamente em espaços físicos. Segundo Pavloski, esta aposta na Farfetch faz parte de um investimento maior na oferta da marca na Internet. Segundo a Chanel, disponibilizar mais artigos online torna-os menos exclusivos, desvalorizando os produtos que vende.

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Na semana passada a Farfetch anunciou uma parceria com a britânica Burberry, outra conhecida marca de moda. Ao contrário da parceria com a Chanel, passou a ser possível comprar na plataforma portuguesa artigos da Burberry.

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Em declarações citadas pela Reuters, aquando da parceria com a Burberry, José Neves, fundador e presidente executivo da Farfetch, afirmou que “o desafio para uma indústria de luxo é que os clientes estão habituados a experiências ultra-personalizadas”. Numa crítica ao negócio tradicional de venda de artigos em lojas físicas, o empreendedor afirmou ainda: “quando se entra numa loja as pessoas não sabem quem é [o cliente]”.

No início do mês de fevereiro, a Farfetch anunciou também uma parceria com o Grupo Chalhoub, uma das maiores plataformas de retalho de luxo do Médio Oriente. Estes investimentos e parcerias têm levado alguns investidores a crer que a Farfetch poderá dispersar capital em bolsa (fazer um IPO, sigla em inglês) ainda este ano.