A bolsa nova-iorquina encerrou esta segunda-feira em forte subida, apoiada por um setor tecnológico em grande pujança e por uma descida das taxas de juro na véspera da audição do novo presidente da Reserva Federal (Fed).

Os valores definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average progrediu 1,58% (399,28 pontos), para as 25.709,27 unidades. O tecnológico Nasdaq avançou 1,15% (84,07), para os 7.421,46 pontos. O alargado S&P500 ganhou 1,18% (32,30), para as 2.779,60 unidades.

“Durante as sessões de fortes altas, o setor tecnológico apresenta com frequência valorizações muito destacadas”, salientou Art Hogan, da Wunderlich Securities.

O subíndice do S&P500 composto por ações das empresas de tecnologia foi dos principais ganhadores entre os 11 subíndices que compõem o índice alargado, ao valorizar 1,58%, o que lhe permitiu recuperar as perdas sofridas com a pesada correção bolsista no início do mês.

“Os investidores mantêm o estado de espírito de sexta-feira: os dados económicos recentes não confirmaram a subida acentuada da inflação”, suscetível de fazer subir as taxas de juro da Fed mais rapidamente do que previsto, notou Hogan.

Ao mesmo tempo, a instituição destacou num relatório divulgado na sexta-feira que o crescimento do salário horário tinha sido até ao momento moderado, sugerindo que a inflação continuava sob controlo e que não era necessário intensificar o ritmo de subida das taxas de juro.

A taxa de juro dos títulos de dívida pública a 10 anos dos EUA distendeu-se e estava a recuar neste dia, evoluindo nos 2,862% contra 2,866% na sexta-feira à noite, ao passo que a das emissões a 30 anos estava em 3,155%, depois dos 3,156% no fecho precedente.

A descida das taxas de juro estancou-se durante a sessão, o que foi visto como um sinal de uma ligeira apreensão na véspera da audição do novo presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, perante uma comissão da Câmara dos Representantes, na terça-feira, a que se segue outra, no Senado, na quinta-feira.

“Ele sabe que o que vai dizer pode ter consequências muito graves nos mercados. Não duvido que vá adotar um tom mais prudente que nos anteriores depoimentos”, antecipou Tom Cahill, da Ventura Wealth Management, considerando que a audição de terça-feira vai ser “o acontecimento mais importante da semana”.