Mais de 650 militares da Marinha Portuguesa participam, entre segunda e quinta-feira, no exercício naval de treino INSTREX, que visa assegurar “prontidão, eficiência e eficácia” na condução de operações navais em resposta a cenários de crise.

Participam no exercício vários meios navais e a Força Aérea Portuguesa, adianta a Marinha em comunicado.

Entre os meios empenhados, a Marinha destaca a fragata D. Francisco de Almeida e o submarino Arpão, juntamente com uma Força de Fuzileiros (Força de Desembarque), dois Destacamentos de Mergulhadores e um Destacamento de Ações Especiais, que envolvem cerca de 660 militares da Marinha Portuguesa.

Segundo a Marinha, o exercício naval INSTREX tem como principal objetivo “proporcionar treino próprio à esquadra e à Força Naval Portuguesa (FNP) para assegurar a prontidão, eficiência e eficácia da Marinha na condução de operações navais em resposta a cenários de crise”.

A FNP é uma força operacional com “elevada prontidão”, à qual são atribuídas Unidades Navais, fuzileiros e mergulhadores para a execução de operações expedicionárias marítimas ou para integração em forças operacionais conjuntas, constituindo-se como a componente naval da Força de Reação Imediata, explica a Marinha no comunicado.

“O objetivo será desenvolver a sua atividade em águas nacionais, num cenário fictício de projeção para uma região assolada por elevada instabilidade social e política, cumprindo com uma determinação da comunidade internacional, e tendo como principal missão garantir a resposta rápida e eficaz em cenário de crise”, sublinha.

A bordo da fragata NRP Corte-Real estará embarcado o comandante da Força Naval Portuguesa, capitão-de-mar-e-guerra Diogo Arroteia, e respetivo Estado-Maior da força.

Neste primeiro exercício naval de 2018 irão também realizar-se várias experimentações, nomeadamente a utilização de ‘drones’ para reconhecimento e vigilância, e sistemas de monitorização do panorama tático anfíbio.