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Assédio Sexual

Arquiteto Richard Meier acusado de assédio sexual por cinco mulheres

Richard Meier é acusado de assédio sexual por cinco mulheres. A assistente conta que foi convidada para o seu apartamento, onde Meier lhe mostrou fotos de mulheres nuas e pediu-lhe que se despisse.

GUIDO MONTANI/EPA

O arquiteto Richard Meier, de 83 anos, vencedor de vários prémios, como o Pritzker em 1984, foi acusado de assédio sexual por cinco mulheres, em revelações feitas ao jornal americano The New York Times. Richard Meier foi acusado por quatro mulheres com quem trabalhou, entre elas duas que descreveram incidentes que decorreram ao longo dos últimos dez anos no seu apartamento em Nova Iorque, e por uma quinta que o conheceu durante o desenvolvimento do projeto do Getty Center, em Los Angeles.

A assistente do arquiteto em 2009, Laura Trimble Elbogen, na altura com 24 anos, afirmou, citada pelo New York Times, que Meier a convidou para o seu apartamento, ofereceu-lhe vinho, mostrou-lhe fotos de mulheres nuas e lhe pediu que se despisse para ser fotografada.

A sua assistente de comunicação, Alexis Zamlich, na altura com 22 anos, referiu que, no mesmo ano, numa visita ao seu apartamento, Meier se despiu à sua frente. Zamlich afirmou ainda que recebeu um acordo legal no valor de 150 mil dólares que requeria que os funcionários da firma recebessem um treino contra o assédio sexual.

Scott Johnson, o diretor de operações da firma de Meier entre 2003 e 2010, confirmou que recebeu queixas de Zamlich e Elbogen, mas disse ter feito “tudo o que podia”, incluindo “instalar fortes políticas contra o assédio e treino” nas quais Meier também participou.

Judi Shade Monk, que começou a trabalhar com o arquiteto com 26 anos, em 2003, afirmou que, após ter sido avisada por diversos funcionários para “não ficar no escritório até tarde”, durante uma festa na firma, Meier agarrou a sua roupa interior por baixo do vestido.

Por sua vez, Stella Lee, que começou a trabalhar para Richard Meier em 2000, disse que foi avisada pela anterior diretora de comunicação da firma, Lisetta Koe, que a alertou para escrever uma carta com as “datas e detalhes do abuso” como prova, se algo acontecesse. Na carta, recentemente publicada, consta que foi convidada para o apartamento de Meier, onde o encontrou vestido apenas com um roupão aberto, expondo o seu corpo totalmente nu.

Na década de 1980, em Los Angeles, durante a época em que o arquiteto estava a desenhar o Getty Center, Carol Vena-Mondt, uma designer, que não trabalhava para o arquiteto, disse que teve que fugir depois de Meier a puxar forçosamente para a cama.

Richard Meier, confrontado com as acusações referidas no The New York Times, disse que se ia retirar como fundador e diretor da sua firma por seis meses, declarando que estava “profundamente perturbado e embaraçado pelas várias acusações de mulheres que ficaram ofendidas” com as suas “palavras e ações”. Na mesma declaração, pediu ainda desculpa pelas “ofensas” e pelo seu “comportamento”.

A firma Richard Meier & Partners, fundada por Meier em 1963, é considerada uma das mais conceituadas do mundo. Desde que foi divulgado o caso de Harvey Weinstein, vários escândalos relacionados com acusações de assédio, agressão sexual e violação foram denunciados em vários países do mundo.

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