Facebook

Facebook: 5 medidas (e mais uma) para proteger a sua conta e que pode fazer já

728

Apagar a conta de Facebook não é a solução, mas quer proteger os dados que tem na plataforma? Há medidas que pode já tomar para minimizar como, e por quem, a informação que tem no perfil é utilizada.

O Facebook foi criticado depois de ter sido divulgado que, através de uma app, uma empresa de análise de dados recolheu informação que os utilizadores tinham na plataforma.

Getty Images

A polémica da Cambridge Analytica expôs de uma forma muito real como é que a informação que está numa conta de Facebook pode ser utilizada para condicionar até resultados eleitorais. A solução definitiva para proteger os dados pessoais passa por se apagar a conta de Facebook? Sim, sejamos práticos. Contudo, para quem precisa da rede social e a utiliza para se conectar com amigos, pode ser uma solução (demasiado) extrema. Deixamos aqui cinco medidas e mais uma que pode já fazer para proteger melhor os seus dados pessoais e manter uma conta de Facebook.

Eliminar o acesso de apps à conta de Facebook

Foi o que gerou a polémica da Cambridge Analytica. Uma aplicação da plataforma, criada pelo académico Aleksandr Kogan, foi o suficiente para empresa aceder a mais de 50 milhões de perfis. O pior? Foram “apenas” 300 mil utilizadores que acederam à app diretamente. Para evitar que as aplicações continuem a aceder à privacidade, é possível fazer uma “Verificação de Privacidade” na conta.

Primeiro, num browser, aceda à conta. Depois, no topo superior direito, carregue no ícone com um ponto de interrogação. Vão aparecer várias opções, carregue na “Verificação de Privacidade”. Neste momento vai surgir uma imagem como a que está acima.

O primeiro passo permite mudar a predefinição da privacidade de uma publicação. No caso acima está “Público”, mas pode também mudar para “apenas amigos específicos”, “apenas amigos”, entre outros. É no passo seguinte que surge a opção de ver todas as aplicações que estão a aceder aos seus dados.

[Veja no vídeo 5 momentos que pode tomar para proteger a sua conta de Facebook]

Aqui é possível eliminar, carregando na cruz, o acesso a perfil e informações. Isto não apaga automaticamente todos os dados que a aplicação já possa ter recolhido (para isso, o melhor é contactar diretamente a aplicação), mas vai impedir que continue a fazê-lo.

O último passo nesta verificação é também importante, pois mostra todas informações pessoais do perfil e com quem se está a partilhar. Quer manter até a data de nascimento secreta? Carregue na opção “Apenas eu”.

Impedir publicidade direcionada

O Facebook é gratuito por alguma razão: vive, maioritariamente, de publicidade. Há uma página na plataforma, de preferências de publicidade, que mostra a interação que o utilizador teve e tem com anunciantes. Nesta página é também possível definir que anúncios aparecem na rede social com base nos interesses do utilizador (e ver uma previsão do tipo de anúncios). Não quer que nenhum anúncio com base em interesses apareça? Remova todos.

Desactivar a opção de localização

O Facebook, como uma grande maioria das aplicações para telemóveis, pede autorização ao utilizador para aceder ao GPS do telemóvel e localização. É uma opção que dá jeito para se dizer onde está, mas que pode permitir a aplicações da plataforma saber onde o utilizador se encontra a cada momento. Está, por exemplo, a viver fora de Portugal e não quer que outras aplicações percebam que é daí que publica os posts e lhe direcionem anúncios e publicidade? Desative a localização.

Não ter o login sempre feito no Facebook

Se tem o login sempre ativo no browser, há sites que vão poder prever os comportamentos que tem na rede social. Um dos exemplos está neste artigo. No caso do Observador não é possível pôr “Gosto” no artigo através do nosso website, mas é possível, por exemplo, partilhar este artigo diretamente no Facebook e noutras redes sociais. Clica e automaticamente cria a publicação para partilhar.

Para evitar que o Facebook recolha dados de sites que visita na Internet, tire o login automático. Sim, isto implica que ao ir à rede social vai ter de fazer a penosa atividade de ter de inserir sempre o login, mas se o objetivo é proteger os seus dados na Internet, é uma opção a considerar.

O mesmo sucede com aplicações. Um utilizador pode saber, através das definições da conta de Facebook, que aplicações têm o login automático feito no Facebook. A melhor opção aqui é desativar todas.

Mudar as definições de privacidade da conta de Facebook

É uma das medidas mais simples e também é feita através das definições. Nesta secção é possível definir quem pode aceder aos posts e ao perfil que tem na rede social. Sabia que, mesmo não estando visível, uma conta de Facebook pode ser encontrada se alguém tiver o número de telemóvel associado? É possível, mas pode ser alterado nesta secção.

E mais uma: apagar a conta de Facebook ou ter atenção no que se faz na plataforma

Sim, já dissemos no início do artigo. Sim, é uma medida drástica. Sim, é a única verdadeira opção se o objetivo for proteger os dados pessoais. O Facebook é uma rede social. Basta ter um amigo na rede social, ou mesmo nenhum, que já foram concedidos dados pessoais à plataforma e, consequentemente, a anunciantes. A partir do momento em que se conecta com outros utilizadores, não se sabe verdadeiramente como vai ser utilizada a informação e quem vai vê-la.

[Veja no vídeo executivos da Cambridge Analytica a revelarem as tácticas que usavam para influenciar eleições]

A solução definitiva, para quem não quer apagar a conta, passa por ter redobrada atenção ao que se faz na plataforma. Cada ‘Gosto’, cada comentário, cada fotografia e cada partilha é informação. São dados pessoais que se puseram na Internet. O Facebook é uma rede social e gratuita, esses dados têm como premissa serem acessados por outras pessoas e utilizados para o Facebook gerar rentabilidade. Isso é através do marketing. Muitos foram apanhados de surpresa por a Cambridge Analytica utilizar estes dados para traçar perfis e direcionar anúncios para condicionar eleições. Mas não foi a única que conseguiu aceder a dados pessoais. Há mais. E não só, de longe, para condicionar em que se vai votar. É também o que se vai comprar. Por isso, não esquecer: se alguma coisa é posta na Internet, há sempre probabilidade de ser acedida proveito alheio.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mmachado@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)