Os empresários indianos que operam na Guiné-Bissau concordaram esta terça-feira com o preço estabelecido para a castanha de caju a pagar ao produtor, fixado em 1000 francos (1,5 euros) o quilograma. Camlesh Ramchande, porta-voz dos comerciantes indianos que operam no setor na Guiné-Bissau, disse aos jornalistas, à saída de uma audiência com o Presidente da República, José Mário Vaz, que concordam com o preço fixado pelo líder guineense e comprometeram-se a comprar a castanha disponível no país.

“Estamos de acordo com o preço anunciado pelo Presidente da República”, disse Camlesh Ramchande, sublinhando que a sua empresa e de outros operadores indianos não só vão comprar caju como vão “continuar a ajudar o crescimento da economia” do país. A Índia é o destino da castanha do caju em bruto da Guiné-Bissau. Anualmente, são exportadas mais de 150 mil toneladas daquele produto guineense para a Índia.

Camlesh Ramchande destacou também que os empresários indianos estão no país 12 meses por ano e que não se limitam apenas à compra da castanha do caju, trabalhando também na importação de produtos alimentares. No domingo, um dia depois de ter anunciado o preço de referência da compra da castanha ao produtor, o Presidente guineense reuniu-se com os operadores económicos da Mauritânia que também prometeram comprar o caju guineense. José Mário Vaz acredita que este ano o país poderá produzir 200 mil toneladas da castanha de caju.