A viúva do militar português que morreu no Mali aguarda há quase nove meses a “pensão de sangue” que lhe é devida, disse esta quarta-feira o dirigente da Associação de Sargentos, Lima Coelho, numa conferência no parlamento.

“Sabemos que as questões que decorrem dos seguros da missão foram imediatamente resolvidas — que têm a ver com a hipoteca da casa, etc –, mas a pensão de sangue, ao abrigo da lei, não foi recebida, tanto quanto soubemos, ontem [terça-feira]”, disse depois à Lusa Lima Coelho, sublinhando que o militar deixou dois filhos menores.

Na sequência da intervenção de Lima Coelho, o presidente da comissão parlamentar de Defesa Nacional, Marco António Costa (PSD), declarou, no encerramento da conferência: “Sinto vergonha dessa circunstância”.

“Hoje mesmo procurarei obter informação útil sobre essa matéria”, acrescentou. À Lusa, Lima Coelho salientou que foi atribuída na semana passada uma medalha póstuma ao militar. “A família não se alimenta de medalhas”, declarou.