A Comissão de Produtores de Leite do Litoral Centro contestou esta segunda-feira a atribuição, por parte da Proleite, de dez cêntimos por litro a quem cesse a quota de produção interna e reivindicou a melhoria de condições para os associados. “Saiu uma nota interna por parte da Proleite [Cooperativa Agrícola de Produtores de Leite] para [os associados] deixarem de produzir. No nosso entender, é grave. Em vez de ajudarem os agricultores com melhores preços para a produção, estão a arruiná-los”, disse à Lusa Albino Silva, da Comissão de Produtores de Leite.

De acordo com o responsável, a Proleite alega “problemas de mercado” e está a colocar os produtores “entre a espada e a parede”, de modo a aceitarem a proposta. Apesar de não especificar números, Albino Silva indicou que a medida em causa aplica-se a todos os associados que produzam, anualmente, 200 mil litros de leite. Os produtores consideram que o valor atribuído é “simbólico” e garantem que vão continuar a contestar a proposta, apesar de ainda não indicarem quais vão ser as formas de luta.

“Este não é o caminho. A Proleite tem o papel de defender os seus associados que, com muito sacrifício, ajudaram o movimento cooperativo”, notou. Contactada pela Lusa, fonte da Proleite confirmou tratar-se de uma “decisão interna” e remeteu mais esclarecimentos para a administração da cooperativa que, até ao momento, não se pronunciou.