Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A verdade é uma e só uma: em 2010/11 André Villas-Boas tinha um senhor plantel. Na frente estava Hulk. E como se Hulk não bastasse ainda havia Radamel Falcao. O brasileiro conquistou a bota de ouro em Portugal: 23 golos. Atrás vinha Falcao: 16. Os portistas, muito à conta deles, foram por larga margem o melhor ataque do campeonato: 73 golos contra os 61 do segundo classificado, o Benfica. E o Porto conquistaria o campeonato, claro. E a Taça. E a Liga Europa. Conquistaria tudo. Em 2014/15 a “colheita” ofensiva portista não era de somenos talento e pontaria. Havia Jackson Martínez e Jackson foi o goleador-mor do campeonato: 21 golos. E havendo Jackson, Aboubakar podia ter uma época fraca, com apenas quatro remates certeiros. Ainda assim, e terminando a época no campeonato com 74 golos, o Porto de Lopetegui não impediria o “bi” benfiquista.

Esta temporada, que está a ser mais de Marega (21 golos) do que de Aboubakar (15) ou até de Soares (oito), a contagem já vai em 78 golos, um golo a mais do que o Benfica tem hoje. E ainda faltam três jogos. É o ataque mais goleador dos portistas este século. Chegará?