O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, destacou esta sexta-feira o contributo das “Empresas Gazela” para o crescimento das exportações, do emprego e do investimento, garantindo que o Governo continuará a trabalhar com elas para que possam crescer.

“São estas empresas, com projetos bem definidos, com uma gestão determinada, que têm feito a aceleração do crescimento da economia portuguesa, quer nas exportações, quer no emprego, quer no investimento”, afirmou aos jornalistas em Viseu, durante a Gala das Empresas Gazela 2017, promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, durante a qual foram galardoadas 82 empresas.

O governante frisou que, na região Centro, as “Empresas Gazela” (empresas jovens e com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo) “triplicaram o seu volume de emprego nos últimos três anos”.

“O crescimento do emprego é muito importante em todas as empresas, mas destaca-se sempre de forma mais acentuada nas empresas de pequena e média dimensão”, considerou.

Na sua opinião, as “Empresas Gazela” são “a boa demonstração de que há muitas empresas de sucesso em Portugal e que o sucesso de Portugal se está a fazer com empresas de muitos setores e muitas tipologias”.

“Em todos estes setores encontramos não só grandes empresas, mas um conjunto diversificado de pequenas e médias empresas que souberam encontrar o seu nicho nos mercados internacionais e que souberam crescer de uma forma sustentada, baseada na inovação e criando emprego”, afirmou.

Manuel Caldeira Cabral disse que o Governo tem trabalhado para “facilitar a vida a estas empresas, nomeadamente no que toca ao financiamento” e “libertando a procura interna”.

“Para muitas destas empresas é também importante criar um novo clima de confiança, o que as ajudou a investir mais. O que temos que continuar a fazer é trabalhar com estas empresas, quer no financiamento, quer em criar condições para que possam crescer, mas também em áreas tão importantes como a da inovação”, acrescentou.

Segundo o governante, a maior parte destas empresas são inovadoras: “inovadoras no produto, inovadoras no processo, inovadoras no modelo de negócio que escolheram”.

“É este apoio à inovação das pequenas e médias empresas que estamos a trabalhar em programas como o Interface, com os centros de interface tecnológico, com o apoio à inovação das pequenas e médias empresas, que não podem, ao contrário das grandes empresas, ter laboratórios e uma equipa muito grande de investigação”, referiu.

Manuel Caldeira Cabral disse que gostaria de ver crescer em Portugal “bons exemplos de empresas que valorizam os seus trabalhadores e os seus produtos e que conseguem sucesso não apenas no mercado português, mas a partir de Portugal ter um sucesso global”.

“Penso que isso está a acontecer e vai continuar a acontecer num conjunto diversificado de setores que vão do alimentar aos produtos metálicos, ao automóvel, ao turismo, ao setor das empresas tecnológicas e do software”, acrescentou.