A erupção do Vulcão de Fogo, na Guatemala, já provocou a morte de 62 pessoas, incluindo três crianças, confirmou ao início da noite de domingo o porta-voz da Coordenação de Gestão de Desastres da Guatemala, David de Leon. O jornal The Guardian fala em cerca de 300 feridos na sequência daquela que é já considerada pior erupção das últimas quatro décadas no país. O balanço anterior referia seis mortos e 20 feridos.

O Vulcão de Fogo entrou em erupção no domingo, expelindo um rio de lava de oito quilómetros e espessas nuvens negras que se erguem a uma altura de 10 mil metros, caindo depois numa zona alargada. A queda de cinzas, que começou agora a afetar uma área populacional com cerca de 1,7 milhões de pessoas, já obrigou à evacuação de 3.100 guatemalteco que habitam nas localidades próximas, adiantou o porta-voz dos bombeiros voluntários, Mario Cruz.

As cinzas começaram também a afetar a capital, Cidade da Guatemala (a mais de 40 quilómetros de distância), devido a uma mudança no vento, explicou David de Leon, citado pelo The Guardian. A pista do aeroporto internacional La Aurora, na capital, foi entretanto encerrada por motivos de segurança.

Imagens de vídeo publicadas pelos media locais mostram paisagens carbonizadas e casas repletas de cinzas. O Presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou que vai declarar o estado de emergência (sujeito a aprovação do Congresso) e pediu aos cidadãos que estejam atentos aos avisos das autoridades.

“O vulcão continua a entrar em erupção e existe um alto potencial para avalanchas de detritos (piroclásticos)”, escreveu a agência gestão de desatres da Guatemala, a CONRED, na rede social Twitter, citando Eddy Sanchez, diretor do Instituto de Sismologia e Vulcanologia (Insivumeh) guatemalteco. Segundo Sanchez, as torrentes de lava atingiram temperaturas de cerca de 700 graus Celsius.

O vulcão, de 3.763 metros de altura, situa-se nas regiões de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, a 50 quilómetros a oeste da capital de Guatemala, zonas que são, por isso, as mais afetadas.