A Uber voltou a ter licença para operar em Londres, pelo menos durante 15 meses, depois de em outubro a empresa ter recorrido da decisão da Autoridade dos Transportes de Londres (TfL) de não renovar a sua licença por considerar que a empresa que gere a aplicação para serviços de transportes não era “um operador adequado”.

Agora, o Tribunal de magistrados de Westminster assegurou que a empresa está “qualificada” e “apropriada” para manter a licença, mas ainda há alguns critérios a cumprir para que depois a Uber possa voltar a poder operar na capital britânica durante cinco anos.

Em setembro do ano passado, a autoridade que regula os transportes em Londres recusou renovar a licença da empresa de transportes por considerar que “a abordagem e conduta da empresa demonstram falta de responsabilidade corporativa” no que diz respeito a questões de segurança dos cidadãos. O regulador chegou a questionar o controlo que a Uber fazia aos seus motoristas e a sua atitude perante possíveis delitos graves.

Na segunda-feira, a empresa de aluguer de veículos com condutor (VTC) reconheceu perante o tribunal que a decisão de retirar a licença à Uber foi “justificada”, mas desde aí foram feitas “muitas mudanças” para alterar a situação. Este facto motivou o juiz a decidir em favor da empresa.

Segundo o El Español, entre as mudanças que foram implementadas estão o compromisso de informar a polícia de qualquer situação grave que ocorra durante as viagens, um telefone de 24 horas de atendimento ao cliente e um “botão de pânico” que indica a localização exata do carro às autoridades. O diretor geral da Uber no Reino Unido, Tom Elvidge, já assegurou que a empresa “vai continuar a trabalhar com a autoridade dos transportes para atender às suas preocupações e ganhar a sua confiança”.

Sobre a decisão do tribunal, o presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, mostrou o seu apoio na decisão e afirmou que “não importa o quão poderosa uma empresa é, tem que assumir as regras do jogo”.

A Uber está em mais de 600 cidades de todo o mundo, incluindo mais de 40 cidades no Reino Unidos. A empresa começou a operar em Londres há cinco anos e conta atualmente com cerca de 40 mil motoristas e abrange mais de três milhões de londrinos.