União Europeia

Líderes da UE iniciam cimeira divididos sobre migrações e cautelosos na reforma do euro

A discussão mais acesa, sobre os fluxos migratórios, será à noite. O presidente do Conselho Europeu pediu aos líderes europeus um acordo sobre a criação de plataformas de desembarque de migrantes.

OLIVIER HOSLET/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia iniciam esta quinta-feira, em Bruxelas, uma cimeira de dois dias que será dominada pelas migrações e pela reforma da zona euro, antevendo-se discórdia no primeiro tema e passos tímidos no segundo.

A discussão mais acesa, sobre os fluxos migratórios, está agendada para a noite, tendo o presidente do Conselho Europeu exortado os líderes europeus a alcançar um acordo sobre a criação de plataformas de desembarque de migrantes fora da Europa, tema que também está longe de ser pacífico.

Na carta-convite enviada às capitais da UE, Donald Tusk propõe que o Conselho Europeu dê do seu aval à “criação de plataformas regionais de desembarque fora da Europa” com o objetivo de “destruir o modelo de negócios dos contrabandistas, já que esta é a maneira mais eficaz de parar os fluxos e pôr fim à trágica perda de vidas no mar”.

Para Tusk, é fundamental que a UE encontre para a crise migratória uma resposta alternativa ao discurso “radical, simples e atraente” oferecida por novos movimentos políticos com tendências autoritárias, alertando que “cada vez são mais os que começam a acreditar que apenas uma mão forte, antieuropeia e antiliberal, com tendência para o autoritarismo aberto, é capaz de deter a onda de migração ilegal”.

Para sexta-feira ao final da manhã está agendada uma “Cimeira do Euro” (no formato inclusivo, ou seja, a 27), na qual participará o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, que dará conta dos avanços nas discussões a 19 sobre o aprofundamento da União Económica e Monetária (UEM), mas previsivelmente não será ainda agora que serão tomadas grandes “decisões concretas” para a reforma da área do euro, o objetivo declarado em março passado.

Numa carta dirigida na passada segunda-feira a Tusk, para dar conta dos progressos das discussões realizadas desde a anterior cimeira, em marco, Centeno admite que persistem diferenças sobre um orçamento próprio da zona euro, mas dá conta do consenso em torno do reforço do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).

Relativamente a “possíveis instrumentos para a convergência e estabilização da UEM”, Centeno explica na missiva enviada a Tusk que “persistem diferentes pontos de vista sobre a necessidade e eventuais características de um orçamento da zona euro para a competitividade, convergência e estabilização na UEM”.

Já a nível da reforma do MEE, Centeno comunica que há um consenso para que seja atribuído ao fundo de resgate permanente da zona euro, com poderes reforçados, um novo instrumento para financiar o Fundo Único de Resolução bancária, o chamado “backstop”, considerado uma “rede de segurança” e instrumento de último recurso num cenário de crise sistémica.

A nível da União Bancária, o presidente do Eurogrupo indica que prosseguem as discussões em torno da redução de risco no setor bancário, pois se já há acordo alargado em torno de seis indicadores, persistem diferenças “substanciais” sobre outros possíveis indicadores, especialmente sobre a exposição soberana, “onde os pontos de vista são mais divergentes”. Portugal estará representado nas cimeiras pelo primeiro-ministro, António Costa.

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