Foi há 100 anos que a família imperial russa foi assassinada em Ecaterimburgo e o Museu da Ciência do Reino Unido vai assinalar a data com a exposição O Último Czar: Sangue e Revolução. Um dos aspetos abordados será a contribuição do Príncipe Filipe para a resolução do mistério da morte do czar Nicolau II e da sua família, os Romanov.

O Duque de Edimburgo, marido da rainha Isabel II, é sobrinho-neto da czarina Alexandra, a mulher de Nicolau II, que também foi assassinada naquele dia 17 de julho de 1918. Os corpos, que na altura foram enterrados em duas valas comuns depois de terem sido desfigurados com ácido sulfúrico, foram encontrados em 1979 por investigadores amadores, mas só foram exumados em 1991, após a queda do regime comunista.

Entre 1993 e 1995 foram realizados testes de ADN e o Príncipe Filipe foi convidado pelo investigador Peter Gill e pela sua equipa do Serviço de Ciência Forense. Os resultados ajudaram a demonstrar que os corpos pertenciam aos Romanov.

Na exposição, que será inaugurada em setembro, vão ser exibidos gráficos sobre o ADN de Nicolau II ao lado de detalhes sobre ajuda do Duque de Edimburgo, que contribuiu com cinco centímetros cúbicos se sangue.

Em declarações ao The Telegaph, um porta-voz disse que “esta investigação foi uma das primeiras ocasiões onde a análise forense de ADN foi usada para resolver um caso histórico”.