Grécia

Portugal disponibilizou-se a ajudar no combate a incêndios na Grécia

Portugal disponibilizou cerca de 50 elementos da Força Especial de Bombeiros para ajudar a combater os incêndios na Grécia, anunciou o ministro da Administração Interna.

TIAGO PETINGA/LUSA

Portugal disponibilizou-se para enviar 50 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) para ajudar a combater os incêndios na Grécia, anunciou esta terça-feira o ministro da Administração Interna.

Eduardo Cabrita adiantou que estes 50 elementos da FEB poderão partir para a Grécia entre terça-feira e quarta-feira. Portugal disponibilizou apoio terrestre, tal como a Grécia solicitou ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Portugal está com os valores europeus em todos os domínios, quer na disciplina financeira, quer no acolhimento de refugiados, quer no apoio aos países que precisam a cada momento de auxílio em matéria de incêndios florestais”, disse Eduardo Cabrita.

“Fizemos uma avaliação com grande urgência compreendendo a situação dramática que está a acontecer na Grécia. A decisão operacional e política está tomada, foi já comunicada ao mecanismo europeu de Proteção Civil. Estamos neste momento a tratar das questões logísticas e [os bombeiros] partirão entre hoje [terça-feira] e amanhã”, quarta-feira, acrescentou Eduardo Cabrita.

Lembrando que Portugal também recebeu no verão passado a “solidariedade de países amigos”, o antigo autarca afirmou que, depois dos incêndios do ano passado, “Portugal dotou-se dos meios necessários para responder às necessidades no plano interno e também para termos meios que, estando disponíveis, possam ser utilizados no âmbito da solidariedade europeia”.

Horas antes, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse à Agência Lusa que “até ao momento, não há nenhuma notícia de qualquer português que esteja incluído no número de vítimas mortais ou dos feridos ou desaparecidos”. O ministro lamentou ainda “em nome do Governo português” os “trágicos incêndios que assolam a região de Atenas” e transmitiu “solidariedade”. “Sabemos bem, por experiência própria, quão trágicos podem ser os incêndios florestais desta magnitude”, apontou ainda.

Os fogos que lavram na Grécia causaram pelo menos 60 mortos e 172 feridos, alguns em estado crítico, de acordo com os últimos dados da Proteção Civil grega e o Governo de Alexis Tsipras pediu ajuda internacional na noite de segunda-feira, tendo já alguns países respondido com meios de apoio.

Além dos dois aviões que partem para a Suécia, a Força Aérea Portuguesa disponibiliza também um voo de apoio (C295), que transportará cerca de 700 quilos de equipamentos para apoio à operação dos meios aéreos.

Costa e Marcelo enviam condolências

O primeiro-ministro, António Costa, transmitiu esta terça-feira ao seu homólogo grego, Alexis Tsipras, uma mensagem de condolências pelas vítimas mortais dos incêndios na Grécia e manifestou a disponibilidade de Portugal para auxiliar no combate aos fogos.

“Já transmiti ao primeiro-ministro [Alexis] Tsipras a disponibilidade e a solidariedade portuguesas e as condolências ao povo grego e às famílias enlutadas”, escreveu António Costa, numa nota publicada na rede social Twitter.

“Quero enviar uma mensagem de solidariedade ao povo grego, que está a sofrer o trágico flagelo dos incêndios. Portugal está disponível, no quadro europeu e bilateral, para apoiar a Grécia, tal como está também a apoiar a Suécia”, escreveu ainda o primeiro-ministro português.

Já o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “falou longamente ao telefone” com o Presidente Pavlopoulos, “expressando as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas mortais, bem como votos de rápidas melhoras a todos os feridos”, refere uma nota publicada no site da Presidência.

O chefe de Estado português falou com o seu homólogo “à luz das consequências terrivelmente trágicas decorrentes dos fortes incêndios que têm lavrado na Grécia, com dezenas de vítimas mortais e mais de uma centena de feridos”.

Marcelo “transmitiu ainda a sua profunda e fraterna solidariedade para com o povo grego, lembrando a tragédia do mesmo tipo que também vivemos em Portugal no ano passado”, lê-se no texto.

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