As 14 reservas e parques naturais moçambicanos precisam de mais 1.300 fiscais para combaterem a caça furtiva, além dos atuais 1.200, disse esta terça-feira o diretor dos Serviços de Proteção e Fiscalização da Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC).

Carlos Lopes disse, em declarações à emissora pública Rádio Moçambique, que, com o efetivo atual, cada fiscal toma conta de 315 quilómetros quadrados, contra uma área recomendável de 50 quilómetros quadros.

O número de fiscais de que dispomos atualmente é bastante insuficiente, porque seriam necessários 2.500 fiscais”, frisou Carlos Lopes Júnior, falando por ocasião do Dia Internacional dos Fiscais da Florestais e Fauna Bravia.

Para inverter a situação, a aposta passa pelo incremento da formação de mais fiscais, apetrechamento do quadro de pessoal e reforço da coordenação entre as instituições diretamente relevantes no combate à caça furtiva, acrescentou Carlos Lopes.

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Em março, Carlos Lopes referiu que Moçambique está a perder elefantes “a um ritmo que, se não for radicalmente alterado, vai conduzir à extinção ou, pelo menos, à inviabilidade das populações desta espécie”.

O ritmo de abate ilegal e a falta de recursos para fiscalização e combate ao crime estão entre os principais problemas, referiu. Este ano será decisivo no diagnóstico da espécie em Moçambique, dado que a ANAC se prepara para realizar o terceiro censo de elefantes do país.

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