O Nokia 7 Plus foi anunciado durante o Mobile World Congress, em fevereiro, em Barcelona. Mesmo com um ousado design em cobre e preto mate, entre o regresso do “telemóvel do Matrix” (também da Nokia) e os topos de gama da concorrência não teve muita visibilidade. Contudo, depois de o experimentarmos, ficámos (bastante) cativados.

A construção sólida a manter as teclas em metal com um ecrã de canto a canto pode fazer parecer, à primeira vista, que o Nokia 7 Plus é um telemóvel igual a tantos outros. Depois, olha-se para a parte traseira deste equipamento e vemos um visual que é diferente num mercado de smartphones em que é difícil ser-se original. A dupla câmara traseira, o flash e o sensor de impressão digitais centrados comprovam: a Nokia não criou só um smartphone eficiente preparado para os próximos anos, criou também um equipamento elegante para quem não quer um telemóvel igual aos outros.

Nokia 7 Plus

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A favor

  • Bateria
  • Android “puro”
  •  Qualidade da câmara frontal

Contra

  • Preço oficial
  • Sem carregamento sem fios
  • Não tem certificação de resistência à água e poeiras

 

Quanto à qualidade da imagem do ecrã de 6 polegadas, apesar de não deslumbrar como os AMOLED dos iPhone ou Samsung, mostra ser competente. Não há 4K ou retina, mas há alta definição (FHD+ 1080p) que não desilude até quando se quer ver vídeos no YouTube. Já a sensibilidade do ecrã, que tem a opção de “acordar o ecrã” com dois toques, é fluida e rápida. Aqui o sistema operativo Android One, a versão do software da Google sem aplicações extra do fabricante, ajuda também à celeridade no tempo de resposta a aceder às aplicações.

Rápido, com câmara inteligente, mas as Bothies continuam a não pegar

O Nokia 7 Plus vem com um processador Snapdragon 660, 4 gigabytes de memória RAM e 64 gigas de memória interna. Além disso, é possível, através de cartão mini sd, estender a capacidade do dispositivo. Na prática, é um aparelho rápido que não vai dar dores de cabeça a quem gosta de guardar muitas fotografias. Aliado à bateria de 3800 miliampéres, que enquanto testámos, mesmo de forma mais intensiva, deu perfeitamente para um dia de utilização (sair do carregador às 8 da manhã para só voltar às 23 com 19% de bateria ainda), em termos de especificações o 7 Plus mostra estar ao nível do que se esperaria pelo valor.

Apesar de a dupla câmara traseira, com 12 e 13 megapíxeis, deixar a desejar em condições de pouca luz — nas fotografias à noite ou ficavam muito claras ou, se reduzíssemos a nitidez, notavam-se grãos na fotografias — os resultados gerais foram bastante competentes. Já a câmara frontal, com 16 megapíxeis, conseguiu os melhores resultados, mostrando ser um telemóvel quase ideal para selfies (ou “bothies“, fotografias com as duas câmaras que a Nokia continua a insistir que vai ser “uma cena”).

9 fotos

Deixamos o melhor para o fim, o Google Lens. Este smartphone tem instalada de origem a nova aplicação da Google que, pela câmara fotográfica, deteta objetos e edifícios. Isso mesmo, um Google para o que vemos. Na maioria dos testes que efetuámos, de monumentos em cidades a pratos de comida, mostrou não só ser competente no que promete, como é uma funcionalidade bastante útil (fica mais fácil de saber qual é aquela igreja bonita que se vê nas férias ).

Veredicto final

O Nokia 7 Plus é o que o Nokia 8 devia ter sido. Um telemóvel irreverente, eficiente e simples de se utilizar (e que não aquece tanto). A Nokia estar de volta já não é notícia. Agora, ter smartphones que mostram que está aqui para ficar (outra vez), já é outra história. Só isso faz do Nokia 7 Plus um dos smartphones mais interessantes que analisámos neste ano. A única razão de não ter cinco estrelas é o preço oficial ser 450 euros (na prática, depois das contas, com arredondamento teria 4,5 estrelas, mas seria para cima e aqui não é possível qualificar com meias estrelas). E atenção, apesar de ser resistente, não é oficialmente “resistente à água e poeiras” (o que também não abonou à classificação) e não tem carregamento sem fios.