Mísseis

Caça espanhol dispara míssil na Estónia por engano e até agora ninguém sabe dele

O acidente aconteceu durante um exercício entre aviões espanhóis e franceses, no contexto da missão da NATO nos países bálticos. Não se sabe onde está o míssil, que tem capacidade de autodestruir-se.

CRISTINA QUICLER/AFP/Getty Images

Um avião de combate espanhol disparou por engano um míssil durante um exercício no espaço aéreo da Estónia. O acidente aconteceu às 17h44 locais desta terça-feira, sendo que as autoridades militares estónias já abriram um inquérito para apurar responsabilidades e suspenderam os exercícios militares aéreos até à conclusão da investigação.

O avião em questão é um Eurofighter Typhoon e o míssil disparado é um Amraam. O míssil, que mede 3,7 metros e tem um diâmetro de 18 centímetros, ainda não foi encontrado. De acordo com a força aérea da Estónia, o míssil “tem um modo de autodestruição que garante a sua extinção no ar, mas não se afasta a hipótese de ter aterrado no solo”. A última localização conhecida do míssil foi a 40 quilómetros a norte da cidade estónia de Tartu.

Numa mensagem publicada pelo primeiro-ministro da Estónia, Jüri Ratas, é feito o apelo a todos os cidadãos para que liguem para o 112 caso vejam algo que se possa assemelhar a um míssil. Ainda assim, o líder do executivo estónio pede na sua mensagem que os cidadãos não vão, pela sua iniciativa, à procura do míssil espanhol.

NATO õhuturbemissioon on väga oluline ja vajalik osa Eesti riigi julgeoleku tagamisest. Seejuures tuleb aga alati silmas…

Posted by Jüri Ratas on Tuesday, August 7, 2018

O disparo terá acontecido no contexto de um exercício militar onde estariam envolvidos dois aviões franceses. Os países do Báltico (Estónia, Letónia e Lituânia) entraram na NATO em 2004 mas, por não terem capacidade para patrulhar o seu espaço aéreo, confiam esta tarefa a diferentes países da NATO, que ali atuam de forma rotativa. Desde 2014, com a anexação da Crimeia pela Rússia, a missão da aliança do Atlântico Norte foi ali reforçada. Atualmente, a patrulha do espaço aéreo dos três países do Báltico é feita pelas forças aéreas de Espanha, França e Portugal. Nas notícias que vieram à superfície sobre a ocorrência desta terça-feira, não existe qualquer menção ao envolvimento de aviões militares portugueses.

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