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Ao todo foram 312 feridos, nove deles graves. Estes foram os números avançados pela imprensa espanhola sobre o acidente que o ocorreu no festival O Marisquiño, na cidade espanhola de Vigo, onde um passadiço cedeu com o peso da assistência durante um concerto. Apenas há dois dias atrás, o presidente da câmara de Vigo, Abel Caballero, alertava para a deterioração do porto.

Um artigo publicado este domingo pela Cadena Ser dava conta de “telhas quebradas” e das más condições em que as fundações que suportavam o tráfego se encontram, que muitas vezes ultrapassa as 100 toneladas, devido aos transportes de cargas vindas do porto.

O presidente da câmara, que remete a responsabilidade das obras para a autoridade portuária, afirmou que, dado a ausência de propostas por parte do porto, ele próprio faria uma proposta. “Não fazem uma proposta, faço-a eu”, afirmou Caballero. Pagar as obras de restauro do passeio marítimo a meias, metade pago pela câmara municipal, metade pago pelo porto.

O mau estado do passadiço não era novidade. No dia 7 de agosto a porta-voz municipal, Elena Muñoz, tinha utilizado o Twitter para desejar que o passadiço, que se apresentava “numa situação perigosa”, não causasse problemas “durante e depois do evento”.

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“Já passaram anos e ninguém fez o trabalho de manutenção”, alertou Muñoz, em entrevista ao jornal espanhol ABC. Elena Muñoz, apesar de concordar que a responsabilidade da manutenção recai sobre o porto, mantém a opinião de que, em última instância, a culpa é da câmara por ter autorizado a realização de concertos numa estrutura em franca deterioração.