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Pereira versus André e Tozé: os três miúdos do Olival que decidiram tudo no Dragão

Este artigo tem mais de 3 anos

André Pereira estreou-se a marcar num jogo de má memória para os dragões. Do outro lado, André André e Tozé foram fulcrais na "remontada" do V. Guimarães contra o clube que os trouxe ao futebol.

André Pereira, André André e Tozé: os três jogadores da formação portista foram decisivos este sábado
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André Pereira, André André e Tozé: os três jogadores da formação portista foram decisivos este sábado

André Pereira, André André e Tozé: os três jogadores da formação portista foram decisivos este sábado

O infortúnio de uns pode ser a felicidade de outros, já diziam as nossas avós e todos os entendidos nas leis inexoráveis da vida. A novela que envolveu Moussa Marega no arranque da temporada – não treinou, queria ir embora, não conseguiu ir e agora voltou às opções de Sérgio Conceição – abriu espaço no onze titular para André Pereira, o rapazito de 23 anos cujo metro e oitenta e oito não dá azo a grandes paternalismos.

Guimarães não precisou de VAR para chegar à Vitória (a crónica do FC Porto- V. Guimarães)

André Pereira foi titular na conquista da Supertaça, frente ao Desp. Aves, foi titular na goleada ao Desp. Chaves e foi titular no vitória arrancada a ferros ao Belenenses. Nunca marcou. Este sábado, após a reintegração de Marega no grupo orientado por Sérgio Conceição, André Pereira continuou a ser titular. O jovem jogador – que começou a dar pontapés na bola na formação portista mas já passou por Leixões, Varzim, Sp. Espinho, Sanjoanense e esteve emprestado na época passada ao V. Setúbal – continuava à procura do primeiro golo pela equipa principal do FC Porto. E que melhor golo seria esse do que no Dragão, num jogo em que os azuis e brancos poderiam saltar para a liderança da tabela já à frente de Benfica e Sporting.

E foi precisamente o que aconteceu. Alex Telles bateu o livre na esquerda e André Pereira fez-se valer do metro e oitenta e oito para mostrar que não é só altura, é talento. O golo, percebeu-se minutos depois, era ilegal: o avançado estava em posição de fora de jogo. O VAR não estava a funcionar e Fábio Veríssimo decidiu que o melhor era seguir em frente. O número 21 dos dragões estreou-se a marcar, alargou a vantagem e realizou o sonho de todos os miúdos que passam pelo Olival.

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E nesse lote de miúdos incluem-se André André e Tozé. O primeiro, que até começou a jogar no Varzim, saltou para os juniores do FC Porto na temporada 2007/08. Voltou ao Varzim, afirmou-se em Guimarães e os portistas foram resgatá-lo em 2015. Quase 100 jogos de azul e branco depois, regressou à Cidade Berço este ano. No mesmo relvado onde em maio recebeu a medalha de campeão nacional pelo FC Porto, André André marcou este sábado o golo que deu início à remontada vimaranense. Já Tozé, o aluno que acabou o secundário com 20 e que só chegou ao V. Guimarães em 2015 depois de cinco anos nas camadas jovens portistas, fez o golo do empate que surpreendeu o Dragão.

Em comum, André Pereira, André André e Tozé têm o facto de serem produtos da formação do FC Porto. Todos marcaram este sábado no Estádio do Dragão mas dois deles não tinham a camisola com que apareciam nos sonhos nos tempos do Olival. Como diziam as nossas avós e todos os entendidos nas leis inexoráveis da vida, o infortúnio de uns pode ser a felicidade de outros.

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