O investimento resultante da atribuição de vistos gold caiu 5% em setembro, em termos homólogos, para 37 milhões de euros, e 19% face a agosto, de acordo com os dados estatísticos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Em setembro, o investimento resultante da concessão de Autorização de Residência para atividade de Investimento (ARI) totalizou 37.042.550,61 euros, uma descida de 5% face aos 39.189.911,93 euros registados em igual mês de 2017. Face a agosto, o investimento recuou 19%.

No mês passado foram atribuídos 64 vistos dourados, 61 no que respeita ao requisito de aquisição de imóveis, num total de investimento de 33.914.447,17 euros, dos quais 3.689.120 euros por via de compra de imobiliário para fins de reabilitação urbana (10 vistos concedidos). Foram ainda atribuídos três vistos dourados por via da transferência de capital, totalizando em setembro 3.128.103,44 euros.

O investimento obtido nos nove primeiros meses do ano ascendeu a 592.885.552,59 euros, uma descida de 19% face a igual período de 2017. Em quase seis anos — o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 –, o investimento acumulado totalizou 4.004.151.394,98 euros em setembro, com a aquisição de bens imóveis a somar 3.630.878.531,35 euros.

A transferência de capital totalizou até setembro um investimento captado de 373.272.863,63 euros e a aquisição de bens imóveis 3.630.878.531,35 euros, segundo os dados estatísticos. Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento, foram atribuídos 6.562 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017 e 1.009 em 2018.

Até setembro, em termos acumulados, foram atribuídos 6.202 vistos dourados por via da compra de imóveis, dos quais 196 tendo em vista a reabilitação urbana. Por requisito da transferência de capital os vistos concedidos totalizam 348 e por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho, 12.

Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (3.952), seguida do Brasil (590), África do Sul (262), Turquia (247) e Rússia (228). Desde o início do programa foram atribuídas 11.125 autorizações de residência a familiares reagrupados, sendo 1.810 este ano.