Câmara Municipal Lisboa

Munícipe interrompe reunião da Câmara Municipal de Lisboa e Medina manda retirá-lo da sala

1.774

Um munícipe pediu a palavra durante a reunião pública da Câmara de Lisboa, Fernando Medina não autorizou porque naquele momento estava a interromper a ordem de trabalhos. O homem foi retirado à força.

O munícipe pediu a palavra fora do período de intervenção pública

CML

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa mandou retirar da sala um munícipe depois de este ter interrompido a reunião pública que estava a decorrer. O munícipe acabou por ser retirado pela Polícia Municipal.

Fernando Medina tinha acabado de anunciar o ponto 3 da ordem de trabalhos quando um cidadão se levantou e pediu a palavra. O autarca recusou. “O senhor não tem direito à palavra neste momento. Está a interromper uma reunião de câmara”, disse. E pediu que o munícipe fosse avisado que tinha de sair.

Medina tentou prosseguir a reunião no ponto em que tinha sido interrompido, mas o munícipe continuou a insistir que tinha o direito de falar. À medida que a Polícia Municipal tentava convencer o homem a sair, este ia ficando mais exaltado e falando mais alto, mas acabou mesmo por ser retirado da sala.

João Gonçalves Pereira, vereador do CDS-PP, lembrou que este munícipe já tinha tentado falar na última reunião de câmara e que lhe tinha sido dito que voltasse esta quinta-feira. Fernando Medina reiterou que todos os munícipes inscritos no período do público tinham sido chamados e que o munícipe em questão não se tinha manifestado nesse momento. Mais, o cidadão em causa tinha uma reunião marcada com a Unidade de Coordenação Territorial (UCT) e uma inscrição para a Assembleia Municipal. Logo, o motivo que o levava a pedir a palavra já estaria a ser resolvido.

O senhor não pode interromper a reunião da forma como interrompeu”, disse Fernando Medina.

O vereador do CDS-PP e João Ferreira, vereador do PCP, defenderam que um munícipe tem o direito de intervir no espaço público, e no tempo que é reservado para o efeito, tantas vezes quantas deseje. Medina defendeu que não se pode estar sempre a ouvir as mesmas pessoas quando não há nenhum desenvolvimento sobre o caso, especialmente quando há agendamentos com os serviços municipais.

De acordo com as explicações do Presidente da Câmara de Lisboa, o munícipe não estava sequer inscrito para falar, não pediu a palavra no tempo que era destinado ao público (ainda que não tendo inscrição) e interrompeu uma reunião de câmara. Medina reforça que a interrupção “de forma intempestiva não é aceitável”. Sobre este ponto os vereadores não discordaram.

“Se a questão tivesse sido colocada no período do público — até porque faltou uma das pessoas —, porventura o senhor usaria pela enésima vez da palavra. Não o fez. Começámos a nossa ordem de trabalhos [e ele] interrompeu intempestivamente esta reunião”, disse Fernando Medina. “É minha obrigação assegurar o respeito pela câmara, pela instituição e pelos senhores vereadores.”

Fernando Medina lembrou que o objetivo das intervenções do público é promover uma resposta dos serviços da câmara aos problemas concretos colocados. “É mais importante ouvirmos novos casos, novas situações, respondermos a novos problemas do que estarmos simplesmente a repetir o que são as exposições que resultam de inconformismos pessoais.”

Isto é um órgão político para tomarmos decisões para ajudarmos a resolver a vida das pessoas. Não é um sítio de desabafo”, disse Fernando Medina.

Resolvida a situação e o debate de ideias entre o presidente da câmara e os vereadores, Fernando Medina prosseguiu com a ordem de trabalhos. As reuniões são gravadas e esta pode ser vista na íntegra aqui. O Observador selecionou o momento em que o munícipe interrompeu a reunião e a discussão política que se seguiu sobre este assunto.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: vnovais@observador.pt
PSD

Quando o Papa não é católico /premium

Rui Ramos

Para o PSD, a exclusão do PCP e do BE é a grande prioridade nacional. Mas para isso, é indiferente votar PSD ou PS. Como explicaram os quadros do BCP, uma maioria absoluta do PS também serve.

Corrupção

O caso da OCDE e a corrupção /premium

Helena Garrido

O que se passou com a OCDE foi grave. O responsável pelo estudo foi impedido de estar presente na apresentação. E uma conferência da Ordem dos Economistas foi cancelada. Aconteceu em Portugal.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)