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Economia

Fundos sustentáveis apostam na consciência social

A sustentabilidade é a nova tendência dos fundos de investimento. E Portugal não foge à regra.

Investir em ativos ou empresas socialmente responsáveis é responder e contribuir para ultrapassar as barreiras e os desafios de uma sociedade que se confronta com complexos problemas sociais e ambientais.

O investimento sustentável constitui uma importante força nos mercados financeiros globais. São 23 biliões de dólares investidos em ativos geridos profissionalmente sob estratégias de investimento sustentável, o que representa um aumento de 25% face a 2014, indicam os dados mais recentes da Global Sustainable Investment Review (2016). Na Europa, os ativos totais comprometidos com estratégias de investimento sustentáveis ​​e responsáveis ​​cresceram 12% de 2014 a 2016, atingindo os 12,04 biliões.

O que é o investimento sustentável?

É uma abordagem de investimento que considera os eixos ambiental, social e de governo corporativo na seleção do portfólio de uma carteira de ativos, respeitando princípios éticos e de preocupação com o desenvolvimento sustentável da sociedade. Nestes casos, existe uma lógica a respeitar: por exemplo, excluem-se da carteira de ativos empresas que não contribuam para a redução de C02 ou que tenham relações com o comércio de armas ou energia nuclear.

Numa altura em que as dinâmicas empresariais assumem, cada vez mais, um papel de responsabilidade face às áreas mais carenciadas da sociedade e o peso da economia verde aumenta, a aposta nestes setores é uma realidade.

Santander lança primeiro fundo sustentável em Portugal

Numa lógica de Investimento Socialmente Responsável (ISR), o Santander lança, pela primeira vez em Portugal, um fundo de investimento sustentável, enquadrando-se na crescente preocupação do banco em contribuir para o desenvolvimento da sociedade.

O Fundo Santander Sustentável engloba as empresas com as melhores práticas na área da sustentabilidade. Com base numa política de investimento conservadora, a carteira de investimentos é composta por um peso maior de obrigações, de taxa variável e fixa, com limite máximo de 25% do valor líquido global do fundo investido em ações. A alocação neutral da carteira do fundo é de 80% em obrigações e 20% em ações. As emissões de obrigações e ações são maioritariamente da Zona Euro, embora se possa investir noutros ativos europeus, da OCDE e, em menor quantidade, em mercados emergentes.

Fundos sustentáveis também em Espanha, Brasil e Reino Unido

O fundo de investimento de gestão socialmente sustentável que se estreia no mercado português é gerido pela Santander Asset Management (SAM), que lançou pela primeira vez em Espanha um fundo alicerçado nos mesmos critérios, em 1995, e, atualmente, administra produtos semelhantes, com caraterísticas de responsabilidade social, no Brasil e Reino Unido.

Fundo Santander Sustentável: uma aposta no futuro

Como subscrever?
Este e outros fundos de investimento comercializados pelo Santander em Portugal podem ser subscritos nos canais digitais do Banco – Netbanco ou App, ou num dos seus balcões.

Qual o capital mínimo?
O Fundo Santander Sustentável permite a subscrição com um mínimo de 500 euros, beneficiando os clientes de isenção na comissão de subscrição e de resgate.

Qual o horizonte temporal recomendado?
O horizonte temporal recomendado é, no mínimo, de 3 anos. O objetivo é conseguir uma melhor e mais completa valoração dos potenciais investimentos.

 

Para gerir as carteiras de investimento sustentáveis, além dos habitais critérios financeiros, a SAM analisa o desempenho de cerca de 900 empresas de 90 países, através de um estudo de 100 indicadores de três Áreas da Sustentabilidade: Ambiental, Social e Governo Corporativo. As empresas são classificadas a nível global e setorial, sendo-lhes atribuído um Rating de Sustentabilidade SAM, que irá determinar a alocação da carteira.

Desde o ano 2000, o Banco Santander marca presença no Dow Jones Sustainability Index (DJSI), índice de referência de âmbito internacional que mede o comportamento sustentável das empresas nas dimensões económica, ambiental e social. Este ano, a instituição financeira fez história ao alcançar o melhor resultado de sempre, obtendo o terceiro melhor lugar do mundo e o primeiro da Europa.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

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