O Gig Club é um “clube de música” criado por Gonçalo Araújo Fernandes e João Afonso, fundador da startup portuguesa Musikk, que vai promover concertos de bandas independentes no Porto e em Lisboa. Além de trazer a Portugal nomes como Kamasi Washington, Low Roar e Jessy Lanza, o Gig Club quer se um “serviço de subscrição de música ao vivo” e crescer para cidades como Madrid, Barcelona, Londres e Berlim. O primeiro concerto arranca já em janeiro.

É um clube de música, basicamente. É o como um serviço de subscrição de música ao vivo. Vamos promover concertos no Porto e em Lisboa. Ao comprar-se uma quota anual é possível ter acesso a vários benefícios”, conta João Afonso sobre o Gig Club.

O que o Gig Club quer fazer é promover concertos de artistas e bandas independentes que não estão associadas a grandes produtoras. O modelo de negócio baseia-se, principalmente, na subscrição de membros que, por uma anuidade de 50 euros, têm acesso gratuito a alguns “eventos secretos”, informação antecipada de todas as novidades e desconto em todos os concertos que decorrem em Portugal. Quando o projeto expandir para outras cidades na Europa, vai existir uma anuidade de 80 euros que vai cobrir todas as cidades em que o Gig Club estará presente. Como explica João Afonso, “a ideia é que haja recuperação do dinheiro passados 3/4 concertos e os sócios sejam os primeiros a conseguir os bilhetes”.

Para já, o Gig Club tem confirmados artistas como a canadiana Jessy Lanza, que vai atuar no Porto e em Lisboa a 23 e 24 de janeiro, respetivamente, Low Roar, que tem “concertos apontados” na Invicta e na capital a 12 e 13 de fevereiro, e o saxofonista Kamasi Washington, que vai atuar nas mesmas cidades a 10 e 11 de maio. Os concertos vão decorrer “em espaços como o Lux, Hard Club, MusicBox e Pérola Negra”. A 9 de janeiro, vai acontecer o primeiro “evento secreto no Porto”, que vai ser pensado para espaços que recebem “até 100 pessoas”. Os sócios só vão saber “o local e artista 24 horas antes, por mensagem”.

Porto vai receber conferência internacional de música e tecnologia

“O objetivo é criar a comunidade em torno de artistas”, diz João Afonso, que também é responsável pela organização do Tomorrow Comes Today (TCT). Esta conferência que quer ser a “Web Summit da Música” do Porto, apenas teve um pequeno evento em 2017 e, em 2018, não se realizou “porque não reunia as condições ideais”. Apesar de não estar ligado ao Gig Club, porque “não é tanto a pensar no consumidor”, João Afonso promete que em 2019 a conferência vai acontecer “com o mesmos parceiros (BBC, os estúdios Abbey Road, o Fórum Internacional de Managers de Música e a Associação de Música Independente)”, mesmo estando a promover esta nova iniciativa. Como explica João Afonso, “o TCT é focado no futuro da música, é uma coisa profissional muito focada”. Já o Gig Club, “é muito diferente, é virado para consumidores”.

A Web Summit da música já tem site e primeiros nomes confirmados para o Porto

O Gig Club tem investimento “100% português”, promovido pelo sócio do projeto Gonçalo Araújo Fernandes. Agora, o projeto vai começar com estes concertos, mas, no futuro, a ideia é ter eventos da “dimensão de coliseu, a receber mais de mil pessoas”. Atualmente, para o responsável da organização, “Portugal é capaz de ser é dos países com mais festivais da Europa per capita” e é preciso “contribuir para uma melhoria do mercado”, mesmo que seja o Gig Club em “co-produção” com a organização com outros eventos.

As subscrições do Gig Club arrancam a 12 de dezembro. O preço dos bilhetes dos concertos para quem não quiser fazer uma subscrição vai dos 15 aos 35 euros.