Rádio Observador

Estados Unidos da América

Trump diz que não tenciona decretar emergência nacional “agora”

O Presidente dos EUA disse que não vai decretar emergência nacional "agora". Nos últimos dias, Trump ameaçou fazê-lo para redistribuir as verbas destinadas à construção do muro com o México.

O plano de Trump de obter o dinheiro para o muro através de uma ordem executiva, que inicialmente foi encarado como uma medida radical entre os republicanos, começou a reunir apoios entre os membros do seu partido

SHAWN THEW/EPA

O Presidente norte-americano declarou esta sexta-feira que não tenciona decretar o estado de emergência nacional “agora” para construir o muro na fronteira com o México, ficando assim ultrapassado o cenário dos últimos dias, em que essa decisão parecia iminente.

O que não vamos fazer agora é declarar uma emergência nacional. Não vou fazer isso tão cedo”, disse Donald Trump à imprensa na Casa Branca, depois de se reunir com especialistas em segurança fronteiriça.

Trump repetiu nos últimos dias que “provavelmente” iria decretar o estado de emergência no país para redistribuir verbas militares destinando-as à construção de um muro na fronteira com o México, uma das suas promessas de campanha, justificando a decisão com a “crise fronteiriça” que os Estados Unidos vivem.

Desde 22 de dezembro que o chefe de Estado norte-americano insiste na inclusão no orçamento federal de verbas para a construção desse muro, uma proposta liminarmente rejeitada pela nova maioria democrata na Câmara de Representantes.

Perante a situação, Trump equacionou a ideia de decretar uma emergência nacional para poder reatribuir verbas militares à construção do muro, uma ameaça que repetiu na quinta-feira no Estado do Texas, numa zona limítrofe com o México.

Também houve críticas relacionadas com a possibilidade de, com tal declaração, Trump poder desviar fundos destinados à recuperação de catástrofes naturais, como os furacões que devastaram Porto Rico, para financiar a construção do muro na fronteira com o México.

Contudo, esta sexta-feira, o Presidente norte-americano deu um passo atrás e pediu ao Congresso “que faça o seu trabalho”, ao mesmo tempo dizendo à bancada democrata que regresse a Washington D.C. e vote.

A maioria dos senadores e dos membros da Câmara de Representantes foram para as respetivas terras natais, longe de Washington, apesar de a paralisação parcial (“shutdown”) ter entrado esta sexta-feira no seu 21.º dia.

O plano de Trump de obter o dinheiro para o muro através de uma ordem executiva, que inicialmente foi encarado como uma medida radical entre os republicanos, começou a reunir apoios entre os membros do seu partido, incluindo o do senador Lindsey Graham, um dos mais influentes na câmara alta do Congresso norte-americano.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, também se mostrou favorável e bloqueou as propostas democratas da Câmara de Representantes para reabrir a parte da administração federal encerrada por falta de orçamento.

O Governo de Trump enfrenta desde 22 de dezembro o encerramento de 25% da administração, uma situação que afeta cerca de 800 mil funcionários públicos, que deixaram de receber os respetivos salários, e que tem perturbado o funcionamento de diversos espaços turísticos e a atividade de agências às quais não foram atribuídas mais verbas.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)