Vinte e cinco jogos depois, o primeiro prémio. Que é apenas um prémio mas reflete bem o que se passou nos 25 jogos iniciais da temporada: na temporada com menos alterações no plantel (entraram apenas Marc Tolrà, um experiente fixo que chegou do Barcelona, e Fits, pivô brasileiro que brilhou no ano passado em Itália) e mudanças pontuais na organização da estrutura interna, o Benfica está a ter o melhor arranque desde que Joel Rocha assumiu o comando, no verão de 2014, e alcançou este domingo o primeiro troféu da temporada, após derrotar o Sp. Braga por 3-0 na final da Taça da Liga.

Nos últimos três dias, no Pavilhão Municipal de Sines, os encarnados conseguiram outros tantos triunfos. Nos quartos de final da competição frente ao Futsal Azeméis (6-1); na meia-final diante do Modicus (6-2); e agora no encontro decisivo com os minhotos. É certo que os comandados de Paulo Tavares não são hoje assumidamente a terceira potência da modalidade em termos internos, como aconteceu em anos recentes, mas a réplica esta noite foi maior do que na partida do Campeonato (7-1 para as águias). Ainda assim, insuficiente. Para o Sp. Braga como tem sido para as restantes equipas no plano nacional.

Perante a bem organizada estrutura defensiva dos minhotos, o Benfica foi sentindo dificuldades em criar oportunidades, que surgiram sobretudo quando Roncaglio funcionou como guarda-redes avançado e obrigou o Sp. Braga a afundar ainda mais as linhas. Foi num lance assim que Fernandinho viria a inaugurar o marcador aos 15′, com a superioridade numérica a fazer diferença perante a circulação rápida de bola. Vítor Hugo, que tinha sido um dos destaques dos minhotos, saiu por lesão (entrou então Vasco Ribeiro) mas seria Cássio a ficar perto do empate num remate que bateu ainda no poste (20′).

Logo a abrir a segunda parte, ainda dentro do primeiro minuto, Fábio Cecílio concluiu da melhor forma uma jogada coletiva bem trabalhada no reinício do encontro e aumentou para 2-0, num duro golpe para o encontro frente ao Sp. Braga condicionado por algumas lesões. Raúl Campos, aos 33′, fez o 3-0 final que permitiu ao Benfica revalidar a Taça da Liga, troféu que tinha ganho pela primeira vez no ano passado frente ao Sporting. Contas feitas, os dois rivais lisboetas têm agora dois troféus cada.

De referir que, antes deste encontro, o Benfica levava (ou leva) uma série de 16 triunfos consecutivos no Campeonato, com um total de 86 golos marcados e apenas 18 consentidos, tendo ainda quatro vitórias e dois empates na Liga dos Campeões, frente a Barcelona (que mesmo assim garantiu o primeiro lugar na fase inicial de apuramento) e Sporting, este último a afastar os encarnados da Final Four que se realizará no Cazaquistão. A equipa ainda não se estreou na Taça de Portugal.