Rádio Observador

Papa Francisco

Papa diz que migrantes na América Central “não são portadores de um mal social”

Nas Jornadas Mundias da Juventude, que decorrem no Panamá, o Papa Francisco condenou como "mais absurda e irresponsável" a "identificação de qualquer migrante como portador do mal social".

Esteban Biba/EPA

O papa assumiu este sábado nas Jornadas Mundiais da Juventude a defesa dos migrantes, considerando que “não são portadores de um mal social” na América Central, de onde partem caravanas para os EUA, para fugir à violência, à fome e à miséria.

“Queremos ser a Igreja que promove uma cultura que sabe acolher, proteger, promover e integrar, que não estigmatiza e, acima de tudo, que não generaliza, pela condenação mais absurda e irresponsável, a identificação de qualquer migrante como portador do mal social “, disse o pontífice nas Jornada Mundiais da Juventude (JMJ), que este ano decorrem no Panamá.

Francisco dedicou o seu discurso àqueles que sofrem de indiferença e criticou o conformismo que invade a sociedade e que se tornou na “droga mais consumida” do tempo atual.

Disse o pontífice argentino que a Via Sacra de Cristo se prolonga agora na dor daqueles que sofrem a violência, a criminalidade, a exploração, “em que as crianças não desejam nascer” e “em que as mulheres são magoadas na sua dignidade”.

Uma dor, afirmou, que se “prolonga numa dor oculta e indignante de quem, em vez de solidariedade por parte de uma sociedade repleta de abundância, encontra rejeição, dor e miséria e ainda é assinalado e tratado como portador e responsável de todo o mal social”.

As Jornadas Mundiais da Juventude arrancaram na terça-feira no Panamá e decorrem até domingo, data em que o papa deverá divulgar se a candidatura portuguesa foi a escolhida para organizar as Jornadas em 2022.

Além da presença do papa Francisco, o evento conta com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se desloca a convite do seu homólogo panamiano Juan Carlos Varela.

A organização da XXXIV Jornadas Mundiais da Juventude espera 200 mil jovens provenientes de 155 países, incluindo 300 portugueses de 12 dioceses e seis congregações e movimentos (Salesianos, Caminho Neocatecumenal, Equipas de Jovens de Nossa Senhora, Juventude Mariana Vicentina, Schoenstatt e Focolares).

A delegação portuguesa inclui também 30 voluntários e seis bispos, nomeadamente Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família e bispo auxiliar de Lisboa, José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, Manuel Felício, bispo da Guarda, D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga e Virgílio Antunes, bispo de Coimbra.

As Jornadas Mundiais da Juventude são um primeiro momento de encontro global dos jovens após o sínodo dos bispos que lhes foi dedicado, em outubro de 2018, e no qual foi reforçada a necessidade de continuar a caminhar com os jovens.

Celebradas todos os anos ao nível diocesano e com um intervalo periódico de dois ou três anos, em diferentes partes do mundo, as jornadas foram criadas pelo papa João Paulo II em 1985.

O cardeal patriarca de Lisboa oficializou o pedido para receber as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) no final de 2017 e desde 2012 que em várias reuniões do Conselho Pontifício para os Leigos (CPL), do Vaticano, a hipótese de Portugal tem estado a ser pensada, segundo o ‘site’.

As anteriores edições da JMJ realizaram-se em Colónia, na Alemanha, em 2005, Sidney, na Austrália, em 2008, em Madrid, em 2011, com o papa Bento XVI, no Rio de Janeiro, em 2013, e em Cracóvia, na Polónia, em 2016, com o atual pontífice.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)