Foi divulgada a lista de convidados de Melania Trump para o State of The Union, ou Estado da Nação. Os convidados da primeira-dama dão a cara pelos assuntos políticos mais importantes da atualidade americana. Representam as lutas pessoais de Melania, como o combate ao bullying, sem esquecer questões fraturantes como as reformas na Justiça e a imigração ilegal. Tudo será debatido quando for madrugada em Portugal.

Debra Bissel, Heather Armstrong e Madison Armstrong

Debra, Heather e Maddison são familiares de duas vítimas de um assassinato. FOTO: Casa Branca.

Estas três mulheres representam três gerações de uma das famílias convidadas para o evento. São a filha, neta e bisneta de Gerald e Sharon David. O casal do Reno, no estado do Nevada, foi assassinado por um imigrante ilegal em janeiro deste ano. A história do casal devastou a comunidade e chamou a atenção de Donald Trump. Na altura do crime, o presidente dos Estados Unidos comentou o caso na sua conta do Twitter. Afirmou que as vítimas foram mortas por alguém que “não devia estar no país” e acrescentou ainda: “Precisamos de um muro poderoso!”.

Matthew Charles

Matthew, ex-presidiário libertado. FOTO: Casa Branca.

Depois de 21 anos preso, Matthew Charles foi libertado em 2016. Apenas dois anos depois, voltou a ser preso devido a um erro na sua libertação. No início deste ano, Charles saiu, de novo, em liberdade semanas depois da entrada em vigor da First Step Act, uma lei que previa a redução e sentenças por determinados crimes ligados a droga.

Grace Eline

Grace, uma menina que superou um tumor. FOTO: Casa Branca.

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A primeira história de superação deste encontro é a de Grace Eline. A menina foi diagnosticada com um tumor no cérebro, aos 9 anos. Depois de um ano de tratamentos e quimioterapia, não existem indícios da doença no cérebro de Grace. Este é o exemplo, utilizado pela Casa Branca, para representar todas as crianças que enfrentam o cancro.

Ashley Evans

Ashley, uma toxicodependente reabilitada. Foto: Casa Branca

Ashley Evans constitui o segundo exemplo de superação deste conjunto de convidados. Consumiu drogas durante quase toda a vida e, em 2017, sofreu uma recaída, enquanto estava grávida. A reabilitação teve inicio com o nascimento da filha e com a ajuda de um centro médico em Kettering, Ohio. No dia 9 de fevereiro, Ashley completará 1 ano e 1 mês de recuperação e, passados seis dias vai reunir-se, por fim, com a filha.

Elvin Hernandez

Elvin Hernandez, um antigo agente especial americano. Foto: Casa Branca.

Elvin Hernandez foi convidado por Melania pelo seu serviço em prol da segurança nacional. Durante mais de 18 anos, Hernandez foi um agente encarregue de crimes relacionados com drogas, gangues e tráfico de pessoas, para além de crimes transnacionais organizados.

Roy James

James, um funcionário de uma fábrica reaberta. FOTO: Casa Branca.

De acordo com o Vicksburg Post, James representa, no entender da Casa Branca, o resultado das medidas para os cortes nos impostos, sobretudo para as empresas, e fomentação do emprego de 2017. A cidade de Vicksburg, no estado de Mississipi, foi considerada uma zona de oportunidade, a fábrica foi comprada e reaberta, permitindo a Roy James recuperar o seu emprego.

Timothy Matson e Judah Samet

Timothy, à esquerda, foi um dos agentes que salvou Judah, à direita, de um massacre a uma sinagoga. FOTO: Casa Branca..

Em outubro de 2018, Timothy Matson fazia parte da equipa SWAT que respondeu ao massacre da Sinagoga de Pittsburgh, onde morreram 11 pessoas. Durante o ataque, Matson foi ferido por múltiplos tiros, porém foi fulcral para que existissem sobreviventes. Judah Samet, outro dos convidados de Melania Trump e membro da Sinagoga, sobreviveu ao ataque graças à intervenção de Timothy Matson. Samet, antigo membro do exército israelita, emigrou para os Estado Unidos da América em 1960.

Joshua Trump

Joshua sofre de bullying por ter o mesmo o nome do presidente norte-americano. FOTO: Casa Branca.

Nesta lista encontra-se também uma história que cruza a prevenção do bullying – uma das bandeiras de Melania Trump – e o nome ‘Trump’ como nenhum outro. Joshua Trump, de 11 anos, apenas tem o apelido em comum com o presidente americano. Apelido que fez com que, desde 2016 – ano em que Trump foi eleito -, Joshua fosse vítima de bullying por parte dos colegas de escola. Em declarações ao site Delaware Online, a mãe de Joshua admite que o filho disse que se sentia triste com a situação.

Tom Wibberley

Tom perdeu o filho num ataque terrorista, em 2000. FOTO; Casa Branca.

No dia 12 de outubro de 2000, o porta-aviões USS Cole foi atacado no Iémen. Durante uma paragem para reabastecimento no porto de Aden, a embarcação foi invadida por bombistas suicidas, que conseguiram matar 17 soldados americanos. Tom Wibberley, pai de Craig Wibberley, um dos fuzileiros mortos no ataque, é outro dos convidados da Casa Branca. O filho tinha 19 anos e tencionava perseguir o sonho de trabalhar em informática no exército. Em memória do antigo fuzileiro, foi criada uma bolsa de estudos anual para estudantes de ciência informática, dado o interesse de Craig pelo tema.

Alice Johnson

Pouco antes do maior shutdown da história dos Estados Unidos, a administração de Donald Trump mostrou abertura para um tema em específico: a reforma prisional. Uma das principais responsáveis por esta iniciativa foi Kim Kardashian. Em maio de 2018, a socialite reuniu com Donald Trump e discutiram reformas para prisões e sentenças dos reclusos.

Alice Johnson, presa em 1996, viu Donald Trump conceder-lhe clemência 22 anos depois. Johnson estava a cumprir pena perpétua por um caso não-violento relacionado com droga. Este caso materializa a reforma na Justiça e, em específico, em crimes relacionados com droga, implementada por Donald Trump.

No discurso do Estado da União, Trump vai falar de pontes — mas também traz dinamite