O autor do massacre numa sinagoga em Pittsburgh, Pensilvânia, no sábado, em que morreram 11 pessoas, foi acusado de 29 crimes federais, entre eles a obstrução à crença religiosa e uso de armas de fogo.

De acordo com o Departamento Federal de Justiça do Distrito Oeste da Pensilvânia, Rob Bowers foi acusado de 11 crimes de obstrução da crença religiosa e outros tantos relativos ao uso de armas de fogo para cometer assassinatos.

Rob Bowers foi detido após disparar de forma indiscriminada contra as pessoas que estavam na sinagoga enquanto gritava que todos os judeus deviam morrer.

Onze pessoas morreram e seis ficaram feridas no tiroteio de hoje numa sinagoga em Pittsburgh, nos Estados Unidos, segundo o balanço oficial das autoridades.

Como tudo aconteceu

Bowers tem 46 anos e segundo o ramo de Pittsburgh da CBS (a KDKA), testemunhas oculares afirmam que o suspeito é um “homem de barba” e que o mesmo terá entrado na sinagoga a gritar “Todos os Judeus têm de morrer!” A mesma estação televisiva afirma também que o homem em questão terá sido alvejado pela polícia e, só depois disso, é que terá aceitado entregar-se.

O homem entrou armado na sinagoga no momento em que se realizava um serviço religioso e abriu fogo contra as pessoas que se encontravam no local. De acordo com vários meios de comunicação nacionais e regionais, depois de uma troca de tiros com a polícia, Bowers aceitou entregar-se. Por esta altura já tinha sido baleado e só conseguia rastejar.

A polícia lançou um alerta à população para a presença de um homem armado naquela zona e apelou aos moradores para que permaneçam nas suas casas e a universidade de Carnegie Mellon estará encerrada, com os alunos no interior a serem informados para que se mantenham no interior da instituição.

Entretanto, Donald Trump já voltou a comentar o incidente, afirmando que “os eventos em Pittsburgh foram mais devastadores do que se imaginava” e que o “Governo Federal” estará ao total dispor do Mayor de Governador de Pittsburgh. Mike Pence, o seu número dois, também já se pronunciou sobre a tragédia. O vice-presidente norte-americano classificou o atentado à sinagoga um “ataque à liberdade religiosa”. “O que se passou hoje em Pittsburgh não foi apenas um ato criminoso, foi diabólico”, disse Mike Pence, em declarações a uma televisão norte-americana. Na opinião de Mike Pence, foi “um atentado contra os americanos inocentes e um ataque contra a liberdade religiosa”.

Michael Eisenber, um antigo presidente da sinagoga, contou afirmou este sábado deveriam haver três congregações reunidas em simultâneo, com 30 ou 40 delas em cerimónias maiores e umas 15 noutras mais pequenas. “Nunca recebemos ameaças nenhumas”, afirmou o mesmo Eisenber. A sinagoga já tinha consultado o Department of Homeland Security, inclusivé, para receber aconselhamento sobre formas de aumentar a segurança dentro e fora do edifício.

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