Até aqui, os Tesla que se comercializavam na Europa e que desejam recorrer a postos de carga rápida podiam-se ligar aos superchargers da rede dedicada da marca americana, com uma potência de 120 kW, ou montar um adaptador para poder recorrer às redes públicas, uma vez que os Model S e X estão equipados com um tipo de tomada que é específica da Tesla. Mas não o Model 3.

Todas as unidades do mais pequeno dos veículos da marca americana que se destinam à Europa montam uma tomada distinta da utilizada no mercado americano, a denominada CCS Combo, que é uma espécie de novo standard do lado de cá do Atlântico. Isto significa que os condutores do Model 3 se podem ligar às redes públicas com a mesma facilidade com que o fazem na rede de superchargers da marca americana, que entretanto também teve de alterar os seus postos de carga para passarem a ter um segundo cabo, com ficha CCS Combo, para acomodar o Model 3.

Como os primeiros Model 3 já circulam por estradas europeias, foi uma questão de tempo até um deles visitar um posto de carga rápida (PCR), no caso da Ionity, rede que pertence ao Grupo VW, mas igualmente à BMW, Daimler e Ford. A Ionity, que de momento apenas possui 51 estações de carga em condições de funcionamento, mas que promete 400 a prazo, fornece em condições normais até 150 kW, podendo ser desbloqueada mais tarde para ir até 350 kW, quando surgirem os primeiros modelos a lidar com essa potência.

Thomas Roullon, um dos primeiros a receber o Model 3, tratou de o ligar a um PCR da Ionity e tratou de registar o momento. Na foto é possível constatar que o modelo está a receber corrente a 117 kW, sensivelmente o mesmo que consegue extrair num supercharger da marca. O tempo para carga é mais elevado do que deveria, porque o condutor seleccionou a carga até 100% e as baterias dos veículos eléctricos são rápidas a carregar até 80%, mas não a partir daí. Nem lhes faz muito bem à “saúde”.