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Bruno de Carvalho escreve sobre “o estranho mundo de Octávio” e antigo diretor já respondeu

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Record fez pré-publicação de excerto do capítulo do livro "Sem Filtro" de Bruno de Carvalho, onde aborda a passagem de Octávio pelo futebol com Jesus, e antigo diretor do futebol já respondeu.

Bruno de Carvalho e Octávio Machado num jogo do Sporting realizado no estádio do Dragão frente ao FC Porto

FERNANDO VELUDO/LUSA

O livro Sem Filtro – As histórias dos bastidores da minha presidência, onde o antigo presidente do Sporting relata uma série de situações nos mais de cinco anos em que esteve na liderança do clube, será apenas lançado oficialmente na próxima sexta-feira mas gerou já a primeira troca de palavras com um dos elementos com quem trabalhou em Alvalade: Octávio Machado.

Numa pré-publicação do jornal Record de um excerto do capítulo 8, com o título “O estranho mundo de Octávio Machado”, o ex-líder dos leões diz que o antigo diretor do futebol “entrou no Sporting por intermédio de Jorge Jesus”, porque era “alguém com muita experiência e conhecimento do que era o futebol português e que o Sporting não tinha ninguém assim, dando sempre o exemplo de como era o Benfica, onde existiam várias pessoas com esse perfil”. “Não demorei muito tempo a perceber que o novo diretor geral do futebol era um elemento altamente perturbador. Todos os dias, por volta das 8h, punha logo o Jorge [Jesus] fora de si”, defende Bruno de Carvalho. “Julgo que percebeu desde cedo que, para mim, estaria a mais”, acrescenta.

“Sempre o achei um elemento que só servia para criar agitação interna. Mais: o Octávio trazia dentro dele algumas ideias estranhas. A partir da segunda época, tanto ele como o Jorge [Jesus] insistiam em contar-me como funcionava o futebol português. Diziam que certos clubes conseguiam ter influência junto de outros para vencerem quando jogassem contra eles. E o mesmo, segundo diziam, também era feito quando esses clubes queriam que os de menor dimensão ganhassem a um rival. Ambas as situações, como se sabe, são totalmente ilegais”, argumenta o antigo presidente do Sporting. “É verdade que nunca me disseram diretamente que o Sporting deveria entrar por vias ilegais. Mas lembravam sempre que era assim que os outros faziam. Era uma conversa que me desagradava”, acrescenta, entre várias considerações até à saída de Octávio Machado, em 2017.

Esta noite, na CMTV, o antigo diretor do futebol leonino, que na década de 90 tinha sido também treinador do Sporting, deu algumas respostas às acusações, contando histórias da renovação com Carrillo à troca de seguranças na Academia.

“Este é o homem que disse que que salvou o Sporting mas houve elementos da equipa técnica que tiveram de comprar equipamentos do seu bolso e depois meter as faturas para receber. O problema dele era ser ciumento e invejoso. Queria dar mais autógrafos que o Jorge Jesus, quando íamos a uma casa do Sporting ficava ciumento com a maneira como éramos recebidos. Fez com que os jogadores rescindissem por causa dele, porque não queriam trabalhar com ele. E depois o problema é o Octávio? Até lhe levei o Carrillo três vezes para assinar contrato. Levei-o ao estádio”, comentou Octávio Machado.

“Há uma atitude dele que surpreendeu toda a gente: a substituição do segurança da Academia, Paulo Almeida, que tinha anos e anos de Sporting. Acredito que com ele tudo tinha sido diferente naquele dia fatídico que manchou de maneira vergonhosa o Sporting (…) Como é que ele sabe que eu conversava com o Jorge Jesus sobre o que vinha nos jornais às 8h? É tão mentira isso porque os jornais eram levados pela mão do Vasco Fernandes, que os punha no gabinete do Jorge Jesus; chegava, cumprimentava o Jesus, ele raramente lia jornais e eu agarrava neles e ia para o meu gabinete. Dou-me bem com árbitros? Muito bem, sempre me dei. Por isso é que nunca fui expulso, dirijo-me a eles educadamente. Nunca fui expulso do banco. Agora ele era obrigado a estar no banco porque se fosse para o camarote ia dizer mal do treinador e as pessoas de lá faziam feedback“, rematou.

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