Startups

Farfetch está à procura de startups que queiram tornar o comércio sustentável

O "unicórnio" fundado em Portugal abriu as candidaturas para a segunda edição do seu acelerador tecnológico, o Dream Assembly. O programa quer apoiar startups com preocupações ambientais e sociais.

O presidente da Farfetch, José Neves, no lançamento da 1ª edição do Dream Assembly, em abril de 2018

Farfetch

Está lançada a 2ª edição da aceleradora tecnológica da Farfetch, o Dream Assembly. As candidaturas estão abertas até 3 de março e destinam-se a startups em fase inicial, na área do comércio, e que procurem gerar um benefício social e ambiental, enquanto mantém um modelo de negócios lucrativo. O programa de apoio a novas empresas foi criado pelo “unicórnio” — uma empresa avaliada em mais de mil milhões de dólares — no início de 2018.

As empresas selecionadas poderão participar em 10 semanas de workshops, sessões de mentoria (dedicadas a temas do comércio digital à logística) e reuniões individuais com líderes da Farfetch e de empresas parceiras. Os trabalhos começam em Lisboa, em abril, e terminam em Londres, onde a Farfetch tem sede e onde as startups participantes poderão apresentar os seus negócios a um grupo de investidores externos. Na última edição foram admitidas 11 empresas provenientes de 9 países.

O Dream Assembly está a ser desenvolvido em cooperação com as marcas de moda Stella McCartney e Burberry, que tinha estado ligada à edição anterior. A Stella McCartney junta-se ao programa para continua uma aproximação a “startups focadas na inovação e em reduzir o impacto negativo desta indústria [da moda]”, nas palavras da Diretora Mundial de Sustentabilidade e Inovação da marca, Claire Bergkamp. A Burberry acredita também que a “inovação e a colaboração são necessárias para construir um futuro mais sustentável”, como afirmou a vice-presidente da marca Pamela Batty. Em 2018 a Burberry deixou de queimar os produtos não vendidos, após a destruição de 30 milhões de euros em mercadorias gerar polémica.

A colaboração com empresas externas justifica-se como forma de garantir um acrescento de “conhecimento e experiência”, de acordo com a Chief Strategy Officer da Farfetch, Stephanie Phair. O ideal que une as três marcas é a crença de que “a indústria da moda tem um papel essencial na construção de um futuro sustentável”, que a Farfetch quer estimular através do Dream Assembly.

Para o Chief Techonology Officer da Farfetch, Cirpriano Sousa, o acelerador tecnológico é a forma da companhia “ajudar a construir a próxima onda de empresas de moda e de tecnologia de sucesso”, enquanto “apoia os melhores empreendedores e as melhores equipas, ajudando-os a escalar os seus negócios”.

A Farfetch foi fundada em Portugal, em 2007, como uma plataforma de comércio online para moda de luxo. Entrou em bolsa em setembro de 2018 e chegou a valar mais de 8 mil milhões de euros. A empresa, agora com sede em Londres é a plataforma tecnológica líder global para a indústria da moda de luxo, pelas contas da própria, está disponível em 190 países e vende produtos de mais de mil marcas de luxo.

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