Rádio Observador

Transtejo

Jerónimo adverte que redução de preços na Transtejo deve ser acompanhada por maior oferta

Jerónimo de Sousa admite que a redução dos passes sociais é um grande passo adiante, mas que isso irá resultar numa maior procura. Lídee do PCP diz ser urgente comprar dez novos barcos.

O secretário-geral do PCP fez a travessia fluvial Seixal-Cais do Sodré, tendo realçado na viagem que por vezes basta faltar um barco para que tudo fique "congestionado"

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O secretário-geral do PCP advertiu esta quinta-feira que a redução dos preços nos passes sociais das empresas de transporte fluvial da Transtejo e Soflusa devem ser acompanhadas por mais oferta de navios e contratação de trabalhadores.

“A partir de 1 de abril o preço dos passes sociais vão baixar significativamente, o que é um grande passo adiante, mas por outro lado, a redução dos preços vai ter como consequência a maior procura e a questão da oferta disponível é central. De que serve ter o passe barato e não ter barcos suficientes”, questionou Jerónimo de Sousa, em declarações aos jornalistas.

O líder comunista falava após ter feito a travessia fluvial, operada pela Transtejo, entre o Seixal e o Cais do Sodré, onde frisou que a supressão de carreiras e ausência de navios “tem consequências tremendas para milhares de pessoas que têm o seu horário a cumprir”.

Apesar de se mostrar “profundamente satisfeito” pela aprovação de uma proposta do PCP, referindo-se à redução de preços dos passes sociais, o secretário-geral do PCP sublinhou que é urgente a concretização do concurso para a compra de 10 novos barcos.

“Consideramos que o Governo já devia ter concretizado aquele anúncio do novo concurso para se conseguir mais 10 barcos e, fundamentalmente, enquanto não se concretiza o concurso, é necessário reparar para manter aquilo que existe e é preciso reforçar o número de trabalhadores em cada barco. Tudo questões que, a não serem resolvidas, ensombram este passo adiante da redução dos preços dos transportes”, afirmou.

Durante a viagem, Jerónimo de Sousa falou com alguns utentes daquele transporte fluvial e realçou que, por vezes, basta faltar um barco para que tudo fique “congestionado”.

“Houve uma [queixa] que não deixa de ter significado — hoje com vocês aqui os horários foram cumpridos, está tudo limpinho, tudo normal, venham cá todos os dias — que é o facto de sistematicamente haver problemas no cais, designadamente a supressão de barcos. […] O ambiente e tranquilidade que se verificaram hoje nem sempre é assim”, indicou.

Em declarações à Lusa, Paulo Courado, um utente regular do transporte fluvial, referiu que os principais problemas daquele transporte são “a falta de carreiras, os atrasos e os horários”, realçando que “a frota devia ser renovada o mais depressa possível” e que 2024 “é um prazo muito alargado”.

Já Carolina Mendes, outra utilizadora da ligação fluvial, além de mencionar os atrasos e supressões, frisou que as instalações dos navios “não têm qualidade nenhuma” e que há “falta de higiene”.

A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.

No início de janeiro, o Conselho de Ministros aprovou o plano de renovação da frota da Transtejo, com a compra de 10 novos barcos, o que terá um investimento de 57 milhões para a aquisição dos navios e mais cerca de 33 milhões para a manutenção, tendo um investimento global na ordem dos 90 milhões de euros.

Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, em 2021 deverão chegar os três primeiros navios e os restantes seis serão entregues “ao ritmo de dois em cada ano”, ficando o processo concluído em 2024.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)