A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos disse esta sexta-feira que os turnos noturnos da farmácia do Centro Hospitalar de São João, no Porto, continuam em risco pois a contratação de quatro profissionais não é ainda uma realidade.

“Enquanto não tivermos os farmacêuticos e técnicos para manter a farmácia, o risco permanece”, referiu Ana Paula Martins à margem da assinatura da petição pública “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS”, numa farmácia do Porto.

A responsável frisou que o Ministério da Saúde já autorizou a contratação de quatro profissionais, mas na prática “ainda nada aconteceu”.

A 18 de janeiro, o hospital admitiu que a contratação de farmacêuticos iria permitir assegurar os turnos noturnos da farmácia, depois de anunciar não poder manter o serviço “na plenitude” devido ao “défice” de profissionais.

Na noite anterior, a 17 de janeiro, o hospital de São João, no Porto, encerrara os serviços farmacêuticos durante a noite por falta de pessoal, deixando também de poder dar apoio noturno a grande parte da região. A denúncia foi feita pela Ordem dos Farmacêuticos e comunicada numa carta enviada à ministra da Saúde.

O concurso da “Constituição de Reserva de Recrutamento de Farmacêuticos”, cujas candidaturas deviam ser formalizadas até 12 de fevereiro, irá “facilitar e apressar” o processo de contratação após a autorização, explicou o hospital.

Ana Paula Martins reforçou que se realmente esses quatro farmacêuticos, que o Ministério da Saúde assumiu a responsabilidade de contratar, não forem recrutados, o serviço não poderá continuar.