Grande parte dos rohingyas que vivem na zona de Cox’s Bazar, Bangladesh, estão em perigo perante o início da temporada de tufões, devido à precariedade das suas casas, alertou esta segunda-feira a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV).

Em comunicado, esta organização humanitária advertiu que 82% desses refugiados — 574 mil de um total de 700 mil — vivem em casas construídas com bambu e plásticos, materiais frágeis, perante a iminente chegada de tempestades e climas extremos na estação chuvosa.

“Ao fim de 18 meses (após o início da crise dos refugiados) as condições de habitação deterioraram-se dramaticamente”, indicou o diretor do gabinete nacional da Cruz Vermelha do Bangladesh, Azmat Ulla, sublinhando que é uma prioridade reparar alguns abrigos ou substituí-los por outros mais seguros.

As agências humanitárias das Nações Unidas e organizações não-governamentais pediram, na sexta-feira, 920 milhões de dólares (815 milhões de euros) para ajudar mais de 900 mil refugiados rohingya em Myanmar (antiga Birmânia) e outros 330 mil no Bangladesh.

Mais de 745 mil membros da comunidade rohingya fugiram para o Bangladesh desde agosto de 2017, após um ataque de um grupo insurgente que levou a uma ofensiva militar pelo exército birmanês no estado ocidental de Rakhine.