Os dois grupos alemães de marcas premium, respectivamente o grupo BMW e a Daimler, casa-mãe da Mercedes, têm cada vez mais em comum. Na passada semana anunciaram uma joint venture para criar empresas de car-sharing, visando combater companhias como a Uber. Agora, voltam a estar de acordo no momento de investir em carros autónomos, outra solução que não está aí ao virar da esquina, ou seja, daqui a dois ou três anos, mas vai sempre chegar ao mercado, mais cedo ou mais tarde. Tanto mais que as soluções de mobilidade partilhada como o car-sharing, o carpool e o car hailing, fazem mais sentido (em termos de custos) se os veículos não necessitarem de alguém ao volante.

Desta vez, BMW e Mercedes criaram uma parceria para investir, em conjunto, 1000 milhões de euros num programa de veículos eléctricos e sem condutor. O objectivo passa por acelerar o desenvolvimento de tecnologias para a assistência ao condutor, condução automatizada em auto-estradas e estacionamento automático. Não são os primeiros passos de qualquer uma das empresas neste domínio, pois a BMW já tinha anunciado no passado estar a trabalhar com a Mobileye (da Intel) e a Delphi na condução autónoma, com a Mercedes a ter anteriormente tornado pública a sua associação à Bosch, com o mesmo objectivo.

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Para Klaus Fröhlich, administrador da BMW AG, “faz todo o sentido associar os conhecimentos de ambos os construtores”. Admitindo de seguida que, “para o Grupo BMW, é positivo estabelecer parcerias de longa duração para a elaboração de plataformas flexíveis, escaláveis e partilhadas para avançar na condução autónoma”. Para o seu colega da Daimler, Olá Källenius, a associação é igualmente bem-vinda. “A condução autónoma é uma tecnologia revolucionária, em que estamos a trabalhar há algum tempo, mas para nós o importante é a segurança”, afirmou Källenius, defendendo que “trabalhar com os parceiros ideais vai-nos permitir avançar mais e mais depressa, para oferecer esta nova tecnologia aos nossos clientes”.