Países europeus, como Portugal e Itália, anunciaram futuras parcerias para as redes de telecomunicações 5G com empresas tecnológicas chinesas como a Huawei ou a ZTE. Agora, a Comissão Europeia afirma que é preciso ter “cautela” contra uma “rival sistémica” que é a China, avançou o Politico.

Numa declaração conjunta que todos os comissários devem defender, a Comissão Europeia defende que a China está em busca de “liderança tecnológica” e alerta para esses perigos. “É preciso salvaguardar potenciais riscos de segurança para infraestruturas digitais críticas”, disse a Comissão.

Recentemente, a Itália foi o primeiro país do G7 [o grupo das 7 maiores economias mundiais] a anunciar que iria fazer parte da parceria diplomática de investimentos que tem sido promovida pelos chineses.

O executivo liderado por Jean-Claude Juncker junta-se, assim, a países do ocidente como os Estados Unidos que têm criticado este tipo de parcerias. Numa visita a Portugal, Ajit Pai, responsável da reguladora de telecomunicações dos EUA, acompanhado pelo embaixador norte-americano no país, George Edward Glass, vincaram que acordos celebrados com empresas chinesas como a Huawei podem afetar as relações de um dos “parceiros mais próximos na NATO”

A Huawei, que é a empresa que está à frente no avanço da implementação da tecnologia 5G, que vai permitir ligações de Internet mais fiáveis e rápidas, assinou em dezembro um memorando com a Altice para a construção destas infraestruturas em Portugal. Como a ANACOM ainda não abriu os espectros de frequência para o 5G, para já o acordo é “apenas um memorando”, não havendo ainda decisão final sobre que empresas, e de que países, vão fazer parte destas redes.