Tiroteio

Nova Zelândia. As inscrições históricas nas fotos das armas partilhadas pelo atacante

Alguns dias antes do ataque, Brenton Tarrant publicou na sua rede social Twitter várias fotos das armas que usou mais tarde no tiroteio às duas mesquitas, na Nova Zelândia.

A conta do atacante já foi apagada, mas as fotos foram partilhadas por outras contas

Twitter/via REUTERS

Antes de a sua conta ter sido eliminada do Twitter,  Brenton Tarrant, de 28 anos, partilhou na rede social fotos das armas, que usou mais tarde no ataque às duas mesquitas, na Nova Zelândia.

As fotos estão a ser publicadas na rede social Twitter em contas de outras pessoas. Inicialmente o atacante utilizou uma shotgun, e mais tarde uma metralhadora AR-15. Todas as armas que foram usadas tinham várias mensagens escritas.

Estas são algumas das referências e nomes que estão escritos a branco nas várias armas:

  1. Vienna 1683, data em que ocorreu a Batalha de Viena, e marcou o conflito armado que envolveu forças do Sacro Império Romano-Germano e teve o império Otomano como adversário.
  2. Luca Traini, italiano que feriu seis imigrantes depois de ter disparado do seu carro. Foi condenado a 12 anos de prisão.
  3. Gaston IV, o visconde de Béarn chamado de “O Cruzado” pela sua participação na primeira Cruzada.
  4. Charles Martel, um governante francês que em outubro de 723 que venceu exércitos muçulmanos na batalha de Tours.
  5. Alexandre Bissonnette, o nome de um homem que tomou parte num tiroteio numa mesquita em Quebec City. O estudante franco-canadense foi condenado a 40 anos de prisão.
  6. Marco Antonio Bragadin, italiano que foi o líder da resistência veneziana em Chipre, na conquista Otomana, em 1570.
  7. Sebastiano Vernier e Marcantonio Colonna, dois almirantes venezianos que estiveram envolvidos na Batalha de Lepanto, em 1571.
  8. Rotherham, um escândalo de abuso sexual que ocorreu entre 1997 e 2013 na cidade do norte da Inglaterra. A maioria dos presos veio da comunidade paquistanesa local.
  9. Shipka Pass, um confronto na Bulgária entre o Império Russo e o Império Otomano, em 1877.
  10. Novak Vujosevic, o protagonista da batalha de Fundina que ocorreu em 1876, em Montenegro, durante o conflito entre o exército cristão montenegrino e otomano.
  11. O número “14” também aparece várias vezes assinalado no armamento e esse será, talvez, a referência mais contemporânea dos ideais racistas da supremacia branca. As “fourteen words” [14 palavras] é como é conhecido o mantra criado pelo supremacista branco David Lane, líder do violento movimento The Order, e remete à frase “We must secure the existence of our people and a future for white children” — “Temos de assegurar a existência do nosso povo e o futuro das crianças brancas”, em português. Esta referência é muitas vezes usada por grupos de neo-nazis, supremacistas brancos e outros movimentos de extrema direita. Já foi utilizada por vários terroristas como os responsáveis pelo tiroteio num templo sikh em Wisconsin (EUA, 2012), o ataque na igreja de Charleston (EUA, 2015), e o mais recente tiroteio na sinagoga de Pittsburgh (EUA, 2018).
  12. Serban Cantacuzino, príncipe da Valáquia, que participou na campanha otomana e planeou uma marcha sobre a Constantinopla para expulsar os otomanos da Europa.
  13. Edward Codrington, que esteve envolvido na Batalha de Navarino, em 1827, e destruiu a frota egípcia e turca.

[Vídeo: Como aconteceu o atentado mais mortífero da Nova Zelândia?]

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)