A operação de resgate para encontrar garimpeiros que possam estar soterrados numa mina de ouro artesanal na província angolana da Huíla, em que morreram 13 pessoas, estão suspensas desde domingo face à inexistência de sinais nesse sentido.

O administrador municipal de Chipindo, Hélder Lourenço, citado esta segunda-feira pela agência noticiosa angolana ANGOP, disse que os trabalhos estão suspensos, sem previsão de serem retomados por não existirem, para já, sinais de mais garimpeiros soterrados nas galerias de exploração de ouro, cuja prospeção era ilegal.

Por outro lado, acrescentou, as autoridades de socorro, que contam com o apoio de binómios cinotécnicos, não foram alertadas para casos de desaparecimento entre os 28 garimpeiros que então trabalhavam ilegalmente na mina.

As 13 vítimas soterradas na sexta-feira, na zona de exploração ilegal de ouro no município do Chipindo, província da Huíla, foram sábado a enterrar.

Hélder Lourenço salientou que a comissão criada pelo governo da Huíla para averiguar a situação e gerir o problema já decidiu reforçar o patrulhamento na zona, aumentando a permanência dos agentes no local de trabalho.

O desabamento, ocorrido na localidade de Chicuele, no setor de Sangueve, município de Chipindo, numa zona situada a 17 quilómetros da sede municipal, aconteceu numa área de exploração artesanal de ouro.

“Os trabalhos de socorro permitiram localizar e resgatar 13 corpos, todos do sexo masculino”, disse a fonte, salientando que no terreno estiveram várias equipas de socorro, coordenadas pelo Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros.

Segundo a Angop, a exploração legal do ouro no Chipindo paralisou em 1978 e, após quatro anos de prospeção, o processo deve ser retomado este ano numa área de 67 mil hectares, correspondentes a 674 quilómetros quadrados.

A publicidade feita durante as pesquisas atiçou a ambição de muitos cidadãos, sobretudo professores que trabalham no município, para além de estrangeiros que residem no Huambo, já que dista somente a 80 quilómetros da sede de Chipindo.

Com uma superfície territorial de 3.898 quilómetros quadrados, o município de Chipindo, 456 quilómetros a norte do Lubango, tem uma população estimada em 65 mil habitantes, o que corresponde a uma densidade de 17 habitantes por quilómetro quadrado.