Cerca de uma centena de pessoas concentraram-se esta quinta-feira ao final da tarde no Largo de São Domingos, em Lisboa, para assinalar o Dia Nacional e Internacional Contra a Discriminação Racial, sublinhando que “nem menos, nem mais, direitos iguais”.

A concentração foi organizada por vários movimentos, como o Femafro, Movimento Alternativa Socialista, Consciência Negra, Panteras Rosa, Socialismo Revolucionário – CIT Portugal, Associação Iniciativa Jovem, SOS Racismo, Tás Logado, CAIP – Coletivo de Ação Imigrante e Periférica, DJASS – Associação de Afrodescendentes, e Em Luta, entre outras.

Após alguns problemas de arranque, o microfone foi aberto a quem quisesse falar, sendo o mote que “em Portugal ainda existe racismo, sobretudo com negros e ciganos”, e abuso da força policial em relação a estas comunidades.

Vários oradores, uns identificando-se, outros não, foram afirmando as suas experiências de vida e a forma como sentiam o que apelidaram de “discriminação racial” que ainda persiste em Portugal.

Foram ditas frases como “racismo em Portugal é colonial e estrutural”, que estas minorias “continuam a ser atacadas pelas forças policiais” e desafios para “lutar pela nacionalidade, por habitação digna, por oportunidades de trabalho e contra o racismo institucional”.

Nos poucos cartazes levados para a concentração podiam-se ler frases como “juízes, mais justiça e menos impunidade”, “Portugal é de todas as cores” ou “oh mar de Portugal, que o teu sal são lágrimas pelo genocídio étnico e racial”.

O parlamento aprovou esta quinta-feira um voto de saudação ao Dia Nacional e Internacional contra a Discriminação Racial, reiterando o “seu empenho e firme missão de promover, defender e proteger os Direitos Humanos e de combater a discriminação”.

Em junho passado, a Assembleia da República consagrou o dia 21 de março como o Dia Nacional para a Eliminação da Discriminação Racial, prometendo “empenhar-se no cumprimento dos compromissos nacionais e internacionais de combate à discriminação racial”.