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Benfica pede ao MP informação sobre prova produzida na investigação a Rui Pinto

O Benfica emitiu um requerimento ao MP a solicitar "mais informação sobre a prova produzida" e que caso se justifique "essa prova seja utilizada num âmbito mais alargado de investigação".

Rui Pinto está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

O Benfica enviou um requerimento ao Ministério Público (MP) a solicitar “mais informação sobre a prova produzida” no âmbito do processo do português Rui Pinto, colaborador do Football Leaks, disse esta sexta-feira à Lusa fonte judicial.

Segundo a mesma fonte, no requerimento enviado ao MP, a defesa do clube lisboeta pede que, caso se justifique, “essa prova seja utilizada num âmbito mais alargado de investigação”. Nos últimos meses foi noticiado o alegado envolvimento na divulgação de e-mails do Benfica de Rui Pinto.

O alegado pirata informático chegou na quinta-feira a Portugal, proveniente da Hungria, para ser presente esta sexta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, no âmbito da investigação a acessos aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports.

O colaborador assumido do Football Leaks poderá optar por falar ao juiz de instrução criminal ou remeter-se ao silêncio, cabendo ao tribunal determinar a medida de coação a aplicar, que poderá ir do termo de identidade e residência à medida mais gravosa prevista na lei, a prisão preventiva.

O arguido foi entregue às autoridades portuguesas na quinta-feira e viajou de imediato para Lisboa, depois de ter estado em prisão domiciliária em Budapeste, com base num mandado de detenção europeu emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Na base do mandado estão acessos aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de futebolistas do clube lisboeta e do então treinador Jorge Jesus, além de outros contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

Rui Pinto está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.

A entrega a Portugal foi decretada pelo Tribunal Metropolitano de Budapeste, em 05 de março, e confirmada em segunda instância, após recurso de Rui Pinto, que tinha ficado em prisão domiciliária em 18 de janeiro, na capital húngara.

O colaborador do Football Leaks terá entrado, em setembro de 2015, no sistema informático da Doyen Sports, com sede em Malta, e é também suspeito de aceder ao endereço de correio eletrónico de membros do Conselho de Administração e do departamento jurídico do Sporting e, consequentemente, ao sistema informático da SAD ‘leonina’.

Segundo documentos a que a Lusa teve acesso, Rui Pinto é suspeito de, através do Football Leaks e da rede social Facebook, divulgar documentos da Doyen Sports, a maioria contratos celebrados entre o fundo de investimento e clubes e SAD de futebol, de natureza reservada e sigilosa.

O crime de extorsão na forma tentada diz respeito ao episódio em que Rui Pinto tentou, alegadamente, extorquir entre 500 mil e um milhão de euros à Doyen Sports.

No período em que esteve detido na Hungria, Rui Pinto assumiu ser uma das fontes do Football Leaks, plataforma digital que tem denunciado casos de corrupção e fraude fiscal no universo do futebol, no âmbito dos quais estava a colaborar com autoridades de outros países, nomeadamente, França e Bélgica.

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