Futebol

Rui Pinto já aterrou em Lisboa depois de ser extraditado da Hungria

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O hacker que foi uma das pessoas que denunciou o caso Football Leaks, detido na Hungria foi extraditado para Portugal. Aterrou esta quinta-feira em Lisboa.

Rui Pinto esteve em prisão domiciliária desde 18 de janeiro a 5 de março, altura em que passou a estar detido numa prisão húngara

Rui Pinto/Facebook

O português Rui Pinto, colaborador do Football Leaks, aterrou esta quinta-feira no aeroporto de Lisboa, na sequência do processo de extradição decidido pela justiça húngara, a fim de ser presente a um juiz de instrução criminal para primeiro interrogatório judicial. O avião em que viajou Rui Pinto aterrou no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, pouco antes das 19h00.

A extradição para Portugal foi decretada pelo Tribunal Metropolitano de Budapeste, em 5 de março, e confirmada em segunda instância, após recurso de Rui Pinto, que tinha ficado em prisão domiciliária em 18 de janeiro, na capital húngara, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Na base do mandado estão acessos aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de futebolistas do clube lisboeta e do então treinador Jorge Jesus, além de outros contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

Fonte policial disse à agência Lusa que o alegado ‘hacker’ português vai pernoitar no estabelecimento prisional anexo ao edifício da Polícia Judiciária.

Rui Pinto deverá ser presente a primeiro interrogatório judicial na sexta-feira perante um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, no Parque das Nações.

O colaborador do ‘Football Leaks’ poderá optar por falar ou remeter-se ao silêncio, cabendo ao juiz de instrução criminal determinar a medida de coação a aplicar a Rui Pinto, que poderá ir do simples termo de identidade e residência até à medida mais gravosa: prisão preventiva.

Rui Pinto está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.

Rui Pinto terá acedido, em setembro de 2015, ao sistema informático da Doyen, com sede em Malta, que celebra contratos com clubes de futebol e Sociedades Anónimas Desportivas (SAD).

O ‘hacker’ é também suspeito de aceder ao email de elementos do conselho de administração e do departamento jurídico do Sporting e, consequentemente, ao sistema informático da SAD ‘leonina’.

No período em que esteve detido na Hungria, Rui Pinto assumiu ser um dos colaboradores do Football Leaks, plataforma digital que tem denunciado casos de corrupção e fraude fiscal no universo do futebol, e estava a colaborar com autoridades de outros países, nomeadamente França e Bélgica.

Artigo atualizado às 19h14 após a chegada de Rui Pinto a Lisboa

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