O australiano Breton Tarrant, apontado como autor do atentado terrorista em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, vai ser submetido a duas avaliações para determinar o seu estado mental, ordenou esta sexta-feira o juiz encarregue do caso.

O juiz Cameron Mander, do tribunal superior da cidade de Christchurch, pediu dois relatórios preliminares para avaliar a capacidade do homem em se declarar inocente ou culpado das 50 acusações de homicídio, uma por cada vítima mortal do ataque, e 39 por tentativa de homicídio.

O magistrado defendeu que as avaliações fazem parte dos procedimentos judiciais regulares, garantindo que estes não afetam o direito do réu a um julgamento justo.

Tarrant, de 28 anos, havia expressado a sua intenção de assumir a sua defesa legal, mas o réu já concordou em ser representado pelos advogados Shane Tait e Jonathan Hudson.

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Breton Tarrant ficará detido pelo menos até à próxima comparência em tribunal, agendada para 14 de junho, data em que os resultados da avaliação da saúde mental do acusado devem ser conhecidos.

Nova Zelândia. Suspeito dos ataques às mesquitas acusado de homicídio

Entretanto, a polícia da Alemanha anunciou que o suspeito do ataque enviou dinheiro para um grupo de extrema-direita em França.

Na investigação que as autoridades da Alemanha estão a fazer sobre as ligações de Breton Tarrant ao país, é referido que o suspeito enviou cerca de 2.200 euros, em 2017, ao grupo francês Identidade Geracional.

Cinquenta pessoas perderam a vida e outras tantas ficaram feridas no ataque indiscriminado contra muçulmanos que se encontravam nas duas mesquitas antes da oração do meio-dia de 15 de março.