Aliança

“Festa da Liberdade”. Aliança também vai ter a sua Festa do Avante!

3.243

A primeira edição da Festa da Liberdade vai acontecer este ano nos dias 6, 7 e 8 de setembro. Precisamente nos mesmos dias para os quais está agendada a "Festa do Avante!". Festa será anual.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

“Não há festa como esta”. Este é o lema da Festa do Avante! há vários anos mas, a partir do próximo verão, a frase pode ter concorrência. Isto porque do tumultuoso campo da direita portuguesa vai emergir a “Festa da Liberdade”, promovida pelo Aliança. Uma festa que vai seguir o modelo do evento comunista mas que “tentará ter a sua própria marca”, como conta ao Observador Pedro Santana Lopes. O anúncio oficial foi feito este domingo em Sintra pelo líder do partido, no evento “União Europeia – Uma Visão De Futuro”.

A primeira edição da Festa da Liberdade vai acontecer nos dias 6, 7 e 8 de setembro, precisamente as datas para as quais está agendada a festa promovida pelos comunistas. Mas as semelhanças não se esgotam aqui, nas datas e no estilo. Também as haverá no conteúdo. “Será um evento em nome da coesão nacional, que se destina a todos os setores. É para as pessoas de direita, do centro e de esquerda. Vai contar com representações, costumes, tradições, gastronomia de todo o país, folclore, artes plásticas e música de todo o género“, explica Santana Lopes.

Festa da ALIANÇA! Festa da LIBERDADE! Foi anunciada por Pedro Santana Lopes, Presidente da Aliança, hoje em Sintra a…

Posted by Aliança on Sunday, April 14, 2019

Para o ano de estreia o local escolhido foi Lisboa. Mais concretamente no Alto da Ajuda, junto do polo universitário. “O espaço foi solicitado à Câmara de Lisboa e foi-nos dada a autorização”, garante Santana Lopes. E, novamente, a localização também permite traçar um paralelo com a Festa do Avante!: é que entre 1979 e 1986 a festa do PCP assentou arraiais… no Alto da Ajuda. Foi, aliás, por causa da construção da Universidade de Arquitetura que os comunistas se viram obrigados a deslocalizar o evento e a procurar um espaço próprio. Agora, e depois de o espaço já ter recebido outros festivais, vai voltar a acolher uma festa política.

O Aliança ainda não decidiu se nas próximas edições o evento vai continuar pela capital ou se vai andar pelo país. Tudo dependerá do sucesso da Festa da Liberdade. “Há muita coisa ainda por fechar. Mas estou muito entusiasmado com a ideia”, confessa o líder do partido.

As comparações com a festa que muitos dizem ser maior que o próprio PCP são inevitáveis e o presidente do Aliança não foge delas. “Não tenho problemas em admitir que a Festa do Avante! serviu de inspiração para a criação da Festa da Liberdade. E mais, gostávamos que se afirmasse como a Festa do Avante!”, reconhece Santana Lopes. “Queremos criar um ato cultural e esperamos que trazer para a política esse lado”, acrescenta.

Pedro Santana Lopes avisa que este evento não pretende “concorrer com outras festas”. A coincidência de datas na primeira edição explica-se com o calendário eleitoral. “No fim-de-semana anterior ainda é agosto e no seguinte já haverá campanha”, justifica.

Outro dos objetivos da festa será o de funcionar como um evento de angariação de fundos. “Sempre dentro daquilo que a lei permitir”, esclarece o fundador do partido. “Claro que olhamos com interesse para essa vertente, mas veremos como corre”, conclui.

Para já, a primeira edição da Festa da Liberdade vai disputar diretamente a atenção mediática com a Festa do Avante!, tendo a pré-campanha eleitoral como pano de fundo. Embora Santana Lopes assegure que “não será uma rentrée”, à esquerda e à direita do rio serão dados os tiros de partida de campanha para as legislativas de outubro.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: jmozos@observador.pt
Ambiente

A intervenção do PSD na área do Ambiente

Salvador Malheiro

O PSD é detentor de um legado riquíssimo em matéria de política ambiental, pelo que a sua intervenção na área do Ambiente foi, é e continuará a ser determinante para o desenvolvimento de Portugal

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)