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Ministério Dos Negócios Estrangeiros

Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que é preciso “desenvolver mais o comércio” entre Portugal e Macau

O relacionamento dos dois países tem um acrescido potencial económico por aproveitar, diz Augusto Santos Silva. Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, "a promoção da lusofonia é essencial".

Augusto Santos Silva falou na conferência "O futuro de Macau na nova China", em Lisboa

ANTONIO COTRIM/LUSA

O ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu esta terça-feira a necessidade de “desenvolver mais o comércio” entre Portugal e a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), já que “há um potencial económico” que está ainda por aproveitar plenamente.

Augusto Santos Silva falava na conferência “O futuro de Macau na nova China”, organizada pela Lusa, que está a decorrer no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa.

“Nós temos que desenvolver mais o comércio entre Portugal e a região administrativa de Macau”, afirmou Santos Silva, salientando que “há um potencial económico no relacionamento entre Portugal e Macau que está ainda por aproveitar plenamente”. O ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que este é um objetivo que “é essencial ter presente”.

Augusto Santos Silva disse esperar que “o processo que vive a Região Administrativa Especial de Macau continue a ser tão exemplar como até agora”. O processo de transição de Macau para a plena soberania chinesa, apontou, “é hoje estudado com um caso exemplar de boa colaboração entre Estados”.

Outro dos objetivos é “aproveitar plenamente Macau como uma porta de entrada dos interesses portugueses na China e como porta de comunicação entre os interesses chineses e os interesses portugueses”, acrescentou. “A promoção da lusofonia é essencial, o caminho seguido nos últimos 40 anos na promoção do ensino português em toda a República Popular da China é muitíssimo relevante”, prosseguiu o chefe da diplomacia portuguesa.

Além disso, Augusto Santos Silva defendeu a necessidade de aproveitar “plenamente o enorme potencial de Macau enquanto plataforma de cooperação” entre a República Popular da China, Portugal e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Esta plataforma de cooperação triangular “precisa agora de mostrar a sua autoridade através de projetos de investimento, de desenvolvimento concretos”, salientou. O ministro português referiu também o objetivo de “tirar todo o partido do facto de Macau ter uma posição muito central na Baía do Rio das Pérolas”.

Augusto Santos Silva salientou que esta é uma das “grandes regiões de expansão”, razão pela qual Portugal abriu um consulado em Cantão e vai abrir uma delegação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Macau esteve sob administração portuguesa até 20 de dezembro de 1999, quando foi integrado na China com o estatuto de região administrativa especial, que manterá até 2049.

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