Angola

Polícia angolana detém suspeito de assassinar cidadão português em Angola

O Ministério do Interior angolano indicou ter detido um suspeito da morte, no dia 12 deste mês, de um cidadão português nos arredores de Luanda.

AMPE ROGÉRIO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Ministério do Interior angolano indicou este domingo ter detido um suspeito da morte, no dia 12 deste mês, de um cidadão português nos arredores de Luanda.

Numa publicação na sua página da rede social Facebook, o Ministério do Interior angolano não adianta mais nada em relação ao caso, dizendo apenas que um homem foi detido “por presumível prática do crime de homicídio voluntário, concorrido com o roubo qualificado de uma motorizada”.

O incidente, segundo a publicação, “ocorreu a 12 do mês em curso, no distrito do Zango, bairro Zango IV, na via pública, rua Hotel das Pedras, do qual foi vítima o cidadão Francisco Manuel Tomé [Ribeiro], solteiro, de 62 anos de idade, de nacionalidade portuguesa”.

Francisco Manuel Tomé Ribeiro, mecânico de profissão e residente há mais de 40 anos em Angola, foi abatido a tiro por três homens que lhe roubaram a motorizada à porta da sua residência, no Bairro do Zango III, contou na quinta-feira à Lusa o irmão, Luís Ribeiro. O crime foi testemunhado pela filha da vítima, de 7 anos, que acompanhava o pai para ir à farmácia comprar medicamentos, acrescentou.

No comunicado, o Ministério do Interior angolano refere ainda que o suspeito também confessou o “crime de homicídio frustrado, praticado com recurso a arma de fogo, ocorrido no passado dia 13 deste mês, em que vitimou o cidadão Hablai Bá, solteiro, de 33 anos de idade, da Guiné-Conacri”.

Outro cidadão português residente em Angola foi assassinado na passada terça-feira, dia em que o empresário Mário Manuel da Ressurreição Fernandes, de 45 anos, gerente da empresa Food Love Market, foi encontrado sem vida, com as mãos amarradas, na casa de banho da sua residência num condomínio no bairro do Kilamba, arredores de Luanda.

Para já, desconhece-se o móbil do crime que vitimou Mário Fernandes, natural de Carrazeda de Ansiães (distrito de Bragança, nordeste de Portugal) e que viveu na Cidade do Cabo, onde tem família, até há cerca de um ano, quando se mudou para Luanda e abriu a empresa.

Em 3 de fevereiro último, o empresário Adérito Florêncio Tété, 85 anos, natural de Trás-os-Montes, foi encontrado morto no quarto da sua residência em Malanje, 380 quilómetros a leste de Luanda, com a cabeça ensanguentada. Na ocasião, o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) angolano em Malanje, Lindo Ngola, confirmou que a morte do empresário português foi provocada por “meliantes não identificados”, que lhe desferiram “vários golpes na cabeça com objetos contundentes”.

Na quinta-feira passada, questionada pela Lusa no final da visita de trabalho de três dias que fez a Angola, a ministra da Justiça portuguesa, Francisca Van-Dúnem, manifestou a “preocupação” do Governo de Lisboa com os assassinatos de cidadãos portugueses naquele país, sublinhando, porém, confiar na capacidade de investigação das autoridades angolanas.

“É óbvio que essa é uma questão que nos preocupa. Essas questões são tratadas através dos canais diplomáticos normais com as autoridades angolanas, no sentido do esclarecimento das circunstâncias destes crimes”, afirmou Francisca Van-Dúnem, salientando, porém, que o assunto é do foro judiciário.

“Estamos a falar de questões que estão no foro judiciário e, por isso, respeitamos, temos todo o interesse e damos todo o apoio que for necessário e que nos for pedido ao nível das investigações. Mas confio nas autoridades angolanas e na capacidade que terão para investigar esses crimes até ao fim e num prazo razoável”, sublinhou.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)