A produção petrolífera diária da Guiné Equatorial registou uma quebra de 8,3% em abril, face ao mês anterior, passando para os 110.000 barris diários, segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Segundo o mais recente relatório mensal da OPEP, publicado sta terça-feira e baseado em fontes secundárias da organização, a Guiné Equatorial registou uma diminuição na sua produção petrolífera equivalente a menos 10.000 barris diários.

Esta baixa na produção surge depois de aumentos sucessivos nos primeiros três meses do ano.

A Guiné Equatorial foi o país com menor produção petrolífera em abril entre os 14 que integram a OPEP, imediatamente atrás de países como Gabão (186.000 barris por dia), República do Congo (335.000 barris por dia) e Equador (528.000 barris por dia).

O relatório da OPEP conta também com dados de “comunicações diretas” pela Guiné Equatorial, que apontam para um ligeiro aumento na produção, de 112.000 barris diários em março para 114.000 barris diários em abril.

Nos últimos 20 anos, a exploração dos recursos petrolíferos foi o principal pilar para o crescimento desta economia.

Para evitar uma dependência elevada da exploração do petróleo, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) comprometeu-se, em setembro, a apoiar a diversificação económica no país, através de um programa que incidirá, entre outros, sobre a transformação agrícola.

De acordo com dados do BAD, a queda do preço do petróleo afetou os investimentos públicos, que em 2017 representaram 17,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da Guiné Equatorial, diminuindo face aos 24,6% registados em 2013.